terça-feira, 14 de outubro de 2008

Violencia e capacidade para o trabalho entre trabalhadores de enfermagem

Autor(es): Luciana Contrera Moreno

Resumo: A violência no ambiente de trabalho vem sendo considerada por vários autores como um novo risco ocupacional. Este estudo teve como objetivo conhecer a prevalência da violência no ambiente de trabalho (agressão verbal, agressão física, ameaças, assédio moral e sexual), a avaliação da capacidade para o trabalho e a possível associação entre estas variáveis. Foi realizado um estudo transversal com trabalhadores de enfermagem de cinco Centros de Saúde e de um Hospital geral no município de Campinas. Questionários utilizados: índice de Capacidade para o Trabalho (ICT); instrumento para a análise ergonômica do trabalho, questionário com dados demográficos e estilo de vida e outro sobre experiência de violência no local de trabalho. Participaram da pesquisa 269 trabalhadores de enfermagem - enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, sendo a taxa de resposta de 77,3% nos Centros de Saúde e de 79,1% no hospital. Os participantes em sua maioria eram do sexo feminino (82,9%) e com idade média de 38,5 anos (DP 8,7). Com relação à capacidade para o trabalho, 1,8% dos participantes apresentaram baixa capacidade para o trabalho, 26,4% moderada, 51,7% boa e 20,1% ótima. Quanto à violência, 171 (63,6%) sofreram algum tipo de violência no local de trabalho, sendo a natureza mais freqüente a agressão verbal (87,7%); seguido de ameaças (42,7%); agressão física (20,2%); assédio moral (17,8%); assédio sexual (11,7%) e outros(4,7%). Foi encontrada associação estatística significativa entre as variáveis violência e capacidade para o trabalho, no qual as pessoas que sofreram violência e apresentaram ICT em média menor em relação aos que não sofreram violência Estes resultados sugerem a necessidade de ações que visem a promoção à saúde voltada para restauração e manutenção da capacidade para o trabalho bem como medidas de prevenção da violência no ambiente de trabalho

Fonte: http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000316886

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Stress no trabalho em professores de educação fisica do sistema municipal de educação, na comunidade de Concepcion, oitava região, Chile

Autor(es): Jaime Humberto Pacheco Carrillo

Resumo: O objetivo fundamental desta investigação é conhecer a situação particular dos profissionais da educação física, com relação ao fenômeno do stress. Este propósito não é nada fácil se é considerado que o stress é uma reação do sistema geral de adaptação para os diferentes incentivos da vida do homem, na qual o trabalho compõe uma das dimensões que geram stress; e embora esta situação é comum a todas as pessoas que são parte do mundo do trabalho, estudos prévios (Cifuentes1995), demonstram que são os professores, o segmento operário que apresenta o stress mais alto e então, talvez de um modo lógico, surge o interesse para conhecer as realidades particulares de cada uma das áreas da educação, dentro das quais se acha a educação física. É aplicado o auto reporte de sintomas ansiosos, depressivos e somatomorfos para a medição de stress e embora este estudo seja descritivo e não correlacional, é possível coletar informação de outros fatores que normalmente também são potenciais agentes estressores, embora de modo referencial. Os resultados obtidos neste estudo, nos indica que o 85% dos professores de educação física têm níveis de stress altos

Fonte: http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000376763

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Prevalencia de bruxismo em policiais militares e sua associação com o estresse emocional

Autor(es): Andrea Lucia Almeida de Carvalho

Resumo: O objetivo deste trabalho foi determinar a prevalência de bruxismo em policiais militares, verificar a associação entre esta parafunção e o estresse emocional e avaliar a associação entre bruxismo e/ou estresse emocional e atividade funcional desenvolvida pelo policial. Foram selecionados 394 policiais do sexo masculino, pertencentes ao Comando de Policiamento do Interior - 2, da cidade de Campinas -SP, com faixa etária entre 20 e 51 anos. Os voluntários foram diagnosticados como bruxistas de acordo com o seguinte critério: presença generalizada ou localizada (dentes anteriores ou posteriores) de facetas alinhadas com desgaste grau 1, 2 ou 3 da escala ordinal de gravidade do desgaste, aliada à presença atual de pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas: auto-relato de ranger de dentes durante o sono e/ou vigília; sensibilidade dolorosa à palpação nos músculos mastigatórios masseter e/ou temporal; desconforto na musculatura mandibular ao despertar; e/ou hipertrofia do músculo masseter. Para o diagnóstico da presença ou ausência do estresse foi aplicado o Inventário de Sintomas do Stress (ISS). A prevalência de bruxismo encontrada foi de 50,25% (198 dos 394 policiais selecionados). Verificou-se que, no grupo de policiais sem estresse (n=214), a presença de bruxismo foi de 42,1% (n=90), enquanto que no grupo de policiais com estresse (n=180) o percentual de policiais diagnosticados como bruxistas foi de 60,0% (n=108), o que indica aumento de 42,5% na prevalência desse hábito parafuncional. O estresse emocional foi observado em 45,69% do grupo total de 394 policiais. No entanto, observou-se que, dentre os policiais não-bruxistas (n=196), 36,7% (n=72) apresentaram estresse, enquanto no grupo de policiais bruxistas (198) o percentual de policiais que apresentaram estresse elevou-se para 54,5%, configurando aumento de 48,5% na fteqüência de estresse. A análise estatística dos resultados demonstrou, através do teste do Qui-quadrado ao nível de significância de 95%, que houve associação significante (p=O,0004) entre bruxismo e estresse emocional. Quanto à atividade funcional exercida pelo policial (administrativa ou operacional), não foi encontrada associação significante entre estresse emocional e atividade funcional (p=O,382), nem tampouco entre bruxismo e atividade funcional (p=O,611). Desse modo, conclui-se que: a prevalência de bruxismo foi maior em policiais com estresse independentemente da atividade funcional exercida pelo policial e que os resultados da prevalência sugerem que o bruxismo está associado ao estresse emocional

Fonte: http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000298321

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Acidente do trabalho : adesão a quimioprofilaxia dos trabalhadores da saude pos-exposição a material biologico humano

Autor(es): Clara Alice Franco de Almeida

Resumo: Este estudo teve como objetivo verificar as características dos trabalhadores, avaliar as características dos acidentes ocupacionais, identificar a adesão à quimioprofi1axia contra o vírus da imunodeficiência humana e aos exames de seguimento protocolares dos trabalhadores da saúde pós-exposição a fluidos orgânicos humanos, com riscos aos agentes mecciosos como o mv, as vírus da hepatite B e da hepatite C. Verificou também a associação entre adesão a quimioprofilaxia contra o mv e determinadas variáveis. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, que foi realizado numa regional de saúde do Estado de São Paulo, envolvendo 21 municípios. A população consistiu em 172 acidentados no ano de 2000 e 207 em 2001. Os dados foram colhidos através da ficha de notificação e investigação instituída pela Secretaria de Estado da Saúde. Os resultados mostraram que os acidentes aconteceram majoritariamente entre as mulheres, com 79% nos dois anos estudados; a faixa etária predominante foi entre 20 e 49 anos em mais de 90% dos acidentados. A idade média foi de 34 anos nos dois anos estudados. A categoria profissional mais acometida foi a equipe de enfermagem com 68% (em 2000) e 74% (em 2001). O período de maior ocorrência de acidentes foi o dia representando 81 % dos acidentes, o material biológico envolvido majoritariamente foi o sangue em 87% do total dos acidentes. A exposição percutânea representou 88% (2000) e 91% (2001), sendo os agentes causadores as agulhas com lúmen em 72% (2000) e 77% (2001). O conhecimento do status soro lógico dos pacientes-fonte para o HIV representou mais de 70%. No entanto, para o vírus da hepatite B e C, foi merior a 25%. Mais de 70% dos acidentados referiram esquema completo para vacina contra a hepatite B. Quanto à adesão à quimioprofilaxia contra o mv, dos 57% e 43% (2000 e 2001) dos acidentados que necessitaram de quimioprofilaxia, 12% recusaram a medicação no primeiro ano e 1,3% no segundo ano de estudo, sendo considerados aderentes em 2000 57,9% e 59,7% em 2001, pois tomaram a medicação por mais de 22 dias. A única variável que obteve associação estatística com adesão foi o paciente-fonte desconhecido, que obteve o valor de p=O,0138 em 2000 e p=0,0332 em 2001. Constatou-se que os exames de seguimento protocolar obtiveram uma boa adesão no momento do acidente tendo proporções superiores a 85% nos dois anos de estudo, exceto para o anti-HBs. Com o passar do tempo (exames aos 45 dias e aos 90 dias) a taxa de realização foi muito baixa (entre 57% e 67%). Ao atingir o final do período de seguimento (sexto mês após o acidente), as proporções de realização são superiores a 75%, mas inferiores a 80%, demonstrando baixa cobertura. Este estudo evidenciou a necessidade de estabelecer novas estratégias para interferir na realidade dos trabalhadores da saúde, a fim de nrinimizar a ocorrência dos acidentes e meJhorar a adesão à quimioprofilaxia contra o HIV e aos exames de seguimento protocolar

Fonte: http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000316923

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Caracteristicas psicoemocionais dos trabalhadores de uma biblioteca universitaria, portadores de disturbios osteomusculares

Autor(es): Celso Aleixo de Barros

Resumo: O presente estudo visa verificar se há condições psicoemocionais que caracterizam os funcionários da biblioteca de uma universidade da região Centro Oeste do país, portadores de Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho -DORT/LER e compará-las aos que não apresentam sintomas desse Distúrbio. Trata-se de um estudo descritivo - comparativo, em que são avaliadas as condições psicoemocionais entre dois grupos de traballiadores de um mesmo setor, sendo um de portadores de DORT/LER e outro de trabalhadores que não apresentam sintomas do Distúrbio. Estudaram-se 55 pessoas, que compunham a totalidade de trabalhadores do local. Foi aplicado o Questionário de Saúde Geral de Goldberg - QSG, traduzido e validado por GIGLIO (1976) do "General Health Questionnaire" - GHQ (GOLDBERG, 1972), e adaptado e revalidado por PASQUALI (1996). Utilizou-se também o Diagnóstico Clínico Diferencial- DCD, OTON! (1999) para definir os grupos de portadores e não portadores do Distúrbio. O grupo de portadores de DORT/LER apresentou comprometimento psicoemocional e de saúde geral em níveis superiores aos dos não portadores, em todos os fatores estudados, quais sejam: estresse psíquico, desejo de morte, desconfiança no desempeno, distúrbios do sono, distúrbios psicossomáticos e saúde geral

Fonte: http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000220360

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Caracteristicas da formação profissional, pratica clinica e perfil biopsicossocial de cirurgiões-dentistas e medicos que atuam na area de dor orofaci

Autor(es): Maria da Graça Rodrigues Berzin

Resumo: O estudo investigou características da formação profissional, prática clínica e o perfil biopsicossocial de cirurgiões-dentistas e médicos que atuam na área de dor orofacial. A partir de delineamento estratificado foram selecionados, por sorteio, 150 voluntários sendo 87 da área odontológica e 63 da área médica, provenientes de várias regiões do país. Os critérios para inclusão na amostra foram: ser membro ativo de uma das seguintes sociedades: SBED, SOBRAD, SBCe e ABFCOC; possuir título de especialista em DTM/DOF pelo Conselho Federal de Odontologia ou possuir experiência clínica na área de dor orofacial. Os instrumentos utilizados foram: 1) Formulário de Pesquisa, elaborado pelo pesquisador; 2) Questionário de Avaliação de Qualidade de Vida (WHOQOL-BREF) e 3) Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de LIPP (ISSL). Os dados foram digitados em software especialmente desenvolvido para a pesquisa em Visual Basic, versão 6.0, DOF/Data e analisados estatisticamente através do sistema SAS que calculou os testes Qui-quadrado e t de Student, com nível de significância de 5%. Os resultados mostraram que os dois grupos de voluntários apresentam indicadores de deficiências na formação acadêmica, excessivamente tecnicista, para atuar na área de dor. A análise da prática clínica revelou que a maioria dos voluntários reconhece a necessidade de melhorar seus conhecimentos teórico-técnicos na área de dor, declara dificuldades na prescrição de medicamentos e manejo do comportamento do paciente com dor orofacial crônica. Apesar do sentimento de realização profissional, são reveladas condições de trabalho desfavoráveis como carga horária de trabalho excessiva, sobrecarga física e mental e necessidade de vários empregos. Apesar da auto?avaliação positiva sobre condições de saúde e qualidade de vida dos voluntários, constatou-se alta prevalência de sobrepeso, dores crônicas, em especial lombalgia e cervicalgia, consumo de bebida alcoólica e medicamentos para dormir, dificuldade de memória, sensação de cansaço, depressão, ansiedade e irritabilidade constante. O trabalho aponta para a necessidade de se humanizar a formação profissional de cirurgiões-dentistas e médicos, tanto no que se refere às relações com o paciente com dor, como na assistência às dificuldades psicossociais desses profissionais. Ressalta ainda a importância da melhoria em seu estilo de vida e maior cuidado com a própria saúde física e psicológica

fonte: http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000425319

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O perfil de qualificação do trabalhador da industria de transformação do Estado de São Paulo - 1989 a 1997

Autor(es): Ricardo Andres Cifuentes Silva

Resumo: Este trabalho tem como objetivo descrever e analisar as alterações que ocorreram na estrutura ocupacional da indústria de transformação de São Paulo entre 1989 e 1997. Para isso, foram levantados dados a partir da Relação Anual de Informações Sociais - RAIS- do Ministério do Trabalho, que permite uma análise das ocupações considerando-se seus aspectos de faixa etária, gênero, grau de escolaridade, tempo de serviço e remuneração. Durante a primeira metade da década de 90, foram introduzidas diversas mudanças no quadro econômico e social brasileiro, entre estas podemos citar a abertura econômica e a estabilização monetária, apoiada em uma taxa de câmbio sobrevalorizada. Essas medidas de política econômica alteraram significativamente a forma de inserção do país no comércio internacional. Essas mudanças repercutiram no mundo do trabalho. Alguns autores argumentam que o novo quadro econômico obrigou as empresas a modernizaram-se e a contratarem trabalhadores mais qualificados. Porém, um outro grupo de autores argumenta que as empresas foram obrigadas a adotar estratégias defensivas, onde estas reduziam custos através da diminuição do quadro de funcionários. O fato das empresas preferirem continuar com os funcionários mais qualificados seria apenas por um critério seletivo relacionado ao mercado de trabalho e não a adoção de novas tecnologias. As conclusões deste trabalho indicam que a estrutura ocupacional da indústria paulista continua heterogênea em relação a renda, apesar da sensível elevação do grau de escolaridade. As informações levantadas parecem indicar uma segmentação do mercado de trabalho, onde algumas ocupações em determinados setores apresentam melhoras, enquanto uma grande parte das ocupações continua em situação precária

Fonte: http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000225873

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Quem sou eu

Joinville, Santa Catarina, Brazil
Por Ricardo Toscano, Cirurgião-Dentista graduado pela Unifal, especialista em odontologia do trabalho pela UFSC, mestre em odontologia area de concentraçao em implantodontia cirurgica/protetica pelo Instituto latino Americano de Pesquisa e Ensino Odontologico,reabilitador oral clinico. Responsável técnico pelo Instituto Odontologico Toscano. Notícias,ferramentas e artigos na área de Reabilitação Oral com ênfase na interdisciplinaridade e multidisciplinaridade.