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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Capacidade produtiva do cirugião-dentista

Portaria 1101/02 - Capacidade Produtiva do CD Fique de olho

O Cirurgião Dentista, nos termos do que determina a Portaria

FIQUE DE OLHO. O Cirurgião Dentista, nos termos do que determina a Portaria GM nº 1.101, de 12 de junho de 2002, do Ministério da Saúde, está obrigado a atender apenas 03 (três pacientes por hora) tendo em vista a CAPACIDADE DE PRODUÇÃO EM CONSULTAS defina pelo Ministério da Saúde.

Em outras palavras, como a carga horária semanal do Cirurgião Dentista é de 20 horas/semana, o profissional de Odontologia está obrigado a atender 12 pacientes por dia.

Capacidade de produção, em consultas, de alguns recursos humanos na área de saúde:

Recursos Humanos Carga Horária Semanal Atendimentos
Assistente Social 30 horas 03 consultas/hora
Enfermeiro 30 horas 03 consultas/hora
Fisioterapeuta 30 horas 4,4 atendimentos/hora
Médico 20 horas 04 consultas/hora
Nutricionista 30 horas 03 consultas/hora
Odontólogo 20 horas 03 consultas/hora
Psicólogo 30 horas 03 consultas/hora
Psiquiatra 20 horas 03/consultas/hora

Os dados acima podem sofrer variações de acordo com convenções sindicais, dissídios coletivos das respectivas categorias profissionais e/ou adoção de políticas de saúde específicas, pelo gestor.

Esta informação está disponível no site www.saude.gov.br

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

modelo de contrato odontologico

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ODONTOLÓGICOS

Pelo presente instrumento particular de contrato de prestação de serviços odontológicos, os contratantes, de um lado ____________________________________
___________________________________,RG _________________________________, CRO-UF_______________________, com consultório à__________________________ _________________________________________________________________________
________________________________________________________________________,
doravante denominado simplesmente Cirurgião-Dentista e, do outro lado ________________________________________________________________________, RG _____________________, CPF _____________________, residente a___________
_________________________________________________________________________
____________________________________________________, doravante denominado simplesmente de paciente ou responsável pelo paciente __________________________
________________________________________________________________________, têm entre si justo e contratado, na melhor forma do direito as seguintes condições:
Cláusula Primeira – Do Objetivo
O objetivo do presente contrato constitui-se na prestação de serviços odontológicos, pelo Cirurgião-Dentista ao paciente, no endereço do seu consultório acima grafado ou em outro local indicado pelo profissional desde que previamente notificado o paciente, de acordo com o plano de tratamento aprovado e constante do prontuário odontológico do paciente, que passa a fazer parte deste contrato como anexo seu.
Cláusula Segunda – Do Valor e Do Pagamento dos Honorários
O valor total dos honorários profissionais, relativos aos serviços odontológicos prestados é de R$ ___________________ (_____________________________________
______________________) e seu pagamento deverá ser realizado nas datas indicadas no orçamento apresentado e aprovado que passa a fazer parte deste contrato como anexo seu.
§ 1° – O valor dos honorários, ora estipulado, poderá sofrer alteração, caso seja necessário modificar o plano de tratamento inicialmente aprovado, em face da constatação de questões técnicas ou outras intercorrências que inviabilizem sua execução, sendo necessário que as partes acordem, formalmente, os novos valores ajustados;
§ 2° – Os pagamentos vencidos e efetuados fora dos prazos previstos, estarão sujeitos a atualização monetária e a multa de mora de 2% (dois por cento) e juros de 1% (um por cento) ao mês.
Cláusula Terceira – Das Garantias
O paciente foi devidamente informado sobre propósitos, riscos e alternativas de tratamento, bem como que a Odontologia não é uma ciência exata e que os resultados esperados, a partir do diagnóstico, poderão não se concretizar em face da resposta biológica do paciente e da própria limitação da ciência.
Cláusula Quarta – Das Obrigações do Cirurgião-Dentista
O Cirurgião-Dentista se compromete a utilizar as técnicas e os materiais adequados à execução do plano de tratamento aprovado, assumir a responsabilidade pelos serviços
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prestados, resguardar a privacidade do paciente e o necessário sigilo, bem como zelar pela sua saúde e dignidade.
Cláusula Quinta – Das Obrigações do Paciente ou seu Responsável
O paciente ou seu responsável se compromete a seguir rigorosamente as orientações do Cirurgião-Dentista, comunicando imediatamente qualquer alteração em decorrência do tratamento realizado, comparecer pontualmente as consultas marcadas, justificando as faltas com antecedência mínima de _____________horas.
Parágrafo Único – As faltas não justificadas, conforme preceitua a cláusula quinta, serão cobradas no valor correspondente a uma consulta;
Cláusula Sexta – O presente contrato tem duração pelo período necessário para realização do tratamento, conforme informado no plano de tratamento aprovado, desde que o paciente compareça às consultas previamente agendadas.
Cláusula Sétima – Da Rescisão
Este contrato poderá ser rescindido a qualquer tempo, por qualquer das partes, sendo neste caso cobrados os valores relativos aos trabalhos efetivamente, realizados, mesmo que não totalmente concluídos.
§ 1° - Será caracterizado o abandono do tratamento quando o paciente faltar a três consultas consecutivas, ou se ausentar, sem justificativa do consultório, por mais de quarenta e cinco dias, sendo neste caso considerado o contrato rescindido por iniciativa do paciente;
§ 2° - o paciente desde já se declara ciente de que o abandono do tratamento poderá acarretar prejuízos à sua saúde, inclusive com agravamento do estado inicial, não sendo necessário a rechamada do paciente para que o abandono fique caracterizado.
Cláusula Oitava - Para dirimir quaisquer dúvidas sobre o presente contrato fica eleito o foro da Cidade de _______________________, com exclusão de qualquer outro por mais privilegiado que seja.
E por estarem de acordo com as condições acima descritas, assinam o presente contrato, em duas vias de igual teor, na presença de duas testemunhas, para que produza todos os efeitos legais.
Local e data.
________________________ _____________________________
Assinatura do Paciente Assinatura do Cirurgião-Dentista
ou seu Responsável
_______________________ _____________________________
Testemunha 1 Testemunha 2

Fonte :CASIMIRO ABREU POSSANTE DE ALMEIDA;ROGÉRIO DUBOSSELARD ZIMMERMANN
JOAQUIM GUILHERME VILANOVA CERVEIRA;FRANCISCO SORIANO NUNES JULIVALDO

Modelo de ficha clinica odontologica

FICHA CLÍNICA
(Identificação do Profissional)
NOME DO PROFISSIONAL
CIRURGIÃO-DENTISTA - CLÍNICO GERAL
CRO-(UF) N° _______
Endereço completo
(Identificação do Paciente e do Responsável pelo Tratamento)
Prontuário n° ________________.
Nome ________________________________________________________________________
RG. n°. ___________________ Órgão Expedidor ____________ CPF n°.____________/____
Data de Nascimento _______/_____________/________ Sexo _________________________
Naturalidade ________________________ Nacionalidade ____________________________
Estado Civil ____________________ Profissão ______________________________________
Endereço Residencial __________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
Endereço Profissional __________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
Indicado por _________________________________________________________________
Convênio _______________________ N° de Inscrição _______________________________
CD. anterior _______________________________ Atendido em _____/__________/______
RESPONSÁVEL PELO TRATAMENTO
Nome ________________________________________________________________________
RG. n°. __________________ Órgão Expedidor ____________ CPF n°._____________/____
Estado Civil: _____________________ Cônjuge _____________________________________
RG. n°. __________________ Órgão Expedidor ____________ CPF n°._____

Fonte: CASIMIRO ABREU POSSANTE DE ALMEIDA;ROGÉRIO DUBOSSELARD ZIMMERMANN ;
JOAQUIM GUILHERME VILANOVA CERVEIRA; FRANCISCO SORIANO NUNES JULIVALDO
Relatório final apresentado ao Conselho Federal de Odontologia pela Comissão Especial instituída pelaPortaria CFO-SEC-26, de 24 de julhode 2002.

Modelo Inquerito Odontologico odontologia do trabalho

INQUÉRITO ODONTOLÓGICO

Data do último atendimento: / / . 􀂅 completo 􀂅 incompleto
Experiência negativa no tratamento odontológico ? Qual ? .

HÁBITOS

􀂅 roer unhas 􀂅 respirar pela boca 􀂅 tomar chimarrão 􀂅 chupar bico/dedo
􀂅 morder caneta / lápis 􀂅 ranger os dentes dia / à noite
􀂅 outros

HIGIENE BUCAL (utiliza)

􀂅 fio / fita dental 􀂅 interdental 􀂅 escova macia / média / dura
􀂅 unitufo / bitufo 􀂅 palito 􀂅 creme dental:
FLÚOR: 􀂅 gel 􀂅 creme dental 􀂅 bochecho 􀂅 água fluoretada
DIETA
Ingere alimentos / bebidas entre as refeições ? 􀂅 não 􀂅 sim :
TECIDOS MOLES:
ASSUMO INTEIRA RESPONSABILIDADE PELAS INFORMAÇÕES AQUI PRESTADAS BEM COMO AUTORIZO O(S) PROFISSIONAl(IS) A REALIZAR(EM) TODOS OS PROCEDIMENTOS NECESSÁRIOS PARA O MEU TRATAMENTO.
(Cidade), , de , de 20 .
Responsável pelo Inquérito:_____________________________________.

________________________________
Nome do Paciente

________________________________
Assinatura do Paciente/Responsável

Fonte :Relatório final apresentado aoConselho Federal de Odontologia pela Comissão Especial instituída pelaPortaria CFO-SEC-26, de 24 de julho de 2002.
RIO DE JANEIRO 2004

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

A contribuição da odontologia do trabalho no programa de saúde ocupacional: verificando as condições de saúde bucal de trabalhadores de uma agroindústria do sul do Brasil

Resumo: A evolução histórica do homem no trabalho demonstra através das condições de trabalho oferecidas, que estas interferem na qualidade de saúde bucal dos trabalhadores, podendo desencadear alterações na mucosa bucal, traumas e outros agravos. O presente estudo destacou principalmente uma visão mais detalhada desta evolução, atuação e conceito da Odontologia em Saúde do Trabalhador, permitindo a delimitação desta nova área de atuação do Cirurgião Dentista. O enfoque principal foi verificar as condições de saúde bucal de trabalhadores de uma Agroindústria do Sul do Brasil, onde os resultados deste estudo epidemiológico por amostragem indicaram um perfil onde maior parte dos examinados era do gênero feminino (58,82 por cento), com grau de escolaridade (52,94 por cento) e renda (R$ 382,06) baixa, com idade média de 28,3 anos, com tempo de empresa de 44,8 meses. Em relação ao nível de satisfação bucal 51,63 por cento classificaram como regular, sendo que a média de última visita ao dentista foi de 25,51 meses alegando falta de tempo e oportunidade apesar da grande maioria ter relatado que já trabalhou com dor de dente (59,47 por cento) e até mesmo fazendo uso de auto medicação para aliviar sintomas.O CPO-D encontrado foi 16,54, com média de 6,00 para o componente de dentes perdidos enfatizando grande necessidade de instalação de prótese (57,52 por cento) para o maxilar superior e (64,05 por cento) para inferior. Notou-se ainda grande necessidade de atenção à saúde periodontal, (79,82 por cento) apresentava cálculos dentais favorecendo presença de gengivites (61,44 por cento) e alta prevalência de disfunções ortodônticas (66,01 por cento) com desalinhamento dental severo, podendo ser um dos desencadeadoresde expressivo número de indivíduos com sintomatologia dolorosa de ATM (31,42 por cento). Enfim, através deste levantamento epidemiológico, poder demonstrar a indispensável contribuição do Cirurgião Dentista especialista em Odontologia do Trabalho ao estar inserido no programa de saúde ocupacional de uma empresa, podendo realizar exames odontológicos específicos, no intuito de levantar dados que sinalizem uma atuação mais efetiva por parte da empresa na busca de uma saúde bucal e geral, resultando em melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores e conseqüentemente num desenvolvimento produtivo mais eficiente, minimizando os riscos de complicações e acidentes de trabalho.

Fonte :Autor: Tauchen, Ana Luiza de Oliveira. bases birene

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Apnéia do Sono Obstrutiva e Ronco e a odontologia

O sono é um fenômeno que ocorre como parte fundamental do ciclo natural da vida, fazendo com que o organismo repouse para as atividades diárias.

A Apnéia do Sono Obstrutiva é definida como a cessação por bloqueio do fluxo de ar, por pelo menos 10 segundos, muitas vezes, produzindo insônia ou excessiva sonolência durante o dia. É um sério e potencial problema de vida.

As características da Apnéia do Sono Obstrutiva incluem:

sono excessivo durante o dia
cefaléia matutina
ronco
atividades motoras excessivas, durante o sono
mudanças pessoais e intelectuais
impotência sexual
hipertensão
policitemia
Existem subtipos de Apnéia do Sono Obstrutiva:
obstrução do espaço aéreo superior
apnéia do sono central
apnéia mista
síndrome de "Pickwick"
síndrome da morte infantil súbita
síndrome restritivo do espaço aéreo superior
A Apnéia do Sono Obstrutiva ocorre geralmente em homens obesos acima dos 40 anos. Acredita-se que atualmente 9% das mulheres e 24% dos homens apresentam critérios diagnósticos mínimos de Apnéia do Sono Obstrutiva.




O ronco é um importante indício para o diagnóstico



Ruído característico com um som faringeo e explosão oro-nasal. É o primeiro sintoma em muitos pacientes e pode ser interrompido por múltiplos períodos de apnéias por noite. Estes episódios podem durar de 10 segundos a 3 minutos, tendo uma duração média entre 20 e 40 segundos. Junto com estes episódios, o paciente apresenta atividades motoras anormais, variando de pequenos movimentos das mãos ou pés a movimentos importantes comprometendo todos os membros.

Caso o paciente seja acordado repentinamente, aparenta confusão e desorientação.Muitas vezes a queixa principal é o sono excessivo durante o dia, sobretudo em situações monótonas, como dirigir carro, reuniões, leitura ou assistindo TV. Mudanças de personalidade compreedem depressão, comportamento irracional e impotência, além de cefaléias matutinas.




O diagnóstico definitivo para confirmar a síndrome é o teste da polissonografia, que consiste em examinar toda uma noite do sono do paciente que incluem avaliação da respiração e função cardíaca, com o uso do oxímetro.

Tratamento da Apnéia do Sono Obstrutiva e do Ronco

Uma vez diagnosticada a apnéia é possível fazer um tratamento clínico, que consiste em emagrecer, não tomar remédios para dormir e também colocar aparelhos protéticos, que reposicionam a língua para a frente. Pode ser ainda utilizado um tubo nas fossas nasais, que mantêm uma pressão de ar positiva CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) que tem uma máscara pequena com a sonda acoplada, fornecendo um fluxo contínuo do ar. Alguns pacientes não suportam usá-lo por ser incômodo.

O tratamento vai depender de:

predominância do tipo de apnéia;
grau de incapacitação;
severidade de sintomas cardiovasculares associados ao sono;
e ligada ao ronco, esta condição provoca falta de oxigenação e sua freqüência pode levar até a um infarto, enquanto a pessoa dorme.

Tratamento Não Cirúrgico

evitar os fatores de risco
farmacoterapia
pressão de ar positiva contínua (CPAP)
aparelhos protéticos/odontológicos.

Outros tratamentos são os cirúrgicos, e neste caso atua-se onde está localizada a obstrução. Há cirurgias também para a língua e o palato (úvulo-palato-faringo-plastia). Em alguns casos devem-se fazer cirurgias ortognáticas, procedimentos mais complexos como avanços de maxila e de mandíbula.

Fonte :clear odontologia

A medicina e a odontologia do sono com saliva artificial e aparelho oral colaboram na desinflamação da mucosa intraoral e fragmentação do sono.

Ar Seco e poluído prejudicam a respiração e a saúde geral das pessoas na mais tenra idade, desde os recém nascidos até os idosos.

As áreas urbanas modernas crescem caoticamente e é comum devastar as áreas verdes, cortar as árvores, e o não reflorestamento urbano ou das áreas rurais, o que aumenta a poluição e diminui drasticamente a umidade do ar, que agrava as alergias respiratórias obstrutivas crônicas nos seres humanos, sem levar em conta o impacto das indústrias e veículos poluentes, queimadas, etc.

O Ar poluído, Seco, frio, causa grande desconforto devido complicações dos Distúrbios Respiratórios Obstrutivos do Sono, respiração Bucal, rinite crônica, sinusites, bruxismo, roncos, voz rouca, Apnéia Obstrutiva do Sono, depressão pela má oxigenação cerebral e sono não reparador, pesadelos com morte devida obstruções respiratórias, taquicardias e hipertensão noturna e sistêmica.

O Ronco é o som causado pela respiração bucal e a vibração do palato mole e úvula, e quem ronca têm a boca seca e despertar para tomar água o que fragmenta o sono.

A Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) é causada por colapsos entre a língua e retrofaringe, palato mole e retrofaringe, obstrução respiratória durante o sono, despertares e sono não reparador. O sintoma principal da apnéia obstrutiva do sono é o Ronco habitual noturno associado com períodos de silêncio, obstrução, e sonolência excessiva diurna. A apnéia do sono se manifesta em todas as faixas etárias em ambos os sexos porém é mais comum em homens.

A SAOS causa dessaturação do oxigênio no sangue devido às hipóxias que é a cessação da respiração durante 10 segundos ou mais, por várias vezes por hora durante o sono. A Apnéia Obstrutiva do Sono ocorre em 0,7% a 4% das crianças e pode causar fragmentação da respiração e do sono e déficit de Atenção e Hiperatividade, perda de qualidade de vida e atenção durante o dia, déficit de hormônios de crescimento, fazer xixi na cama, transpiração noturna dificuldade em controlar a temperatura corporal.

A Energia Vital do ser humano é favorecida pela qualidade da respiração, que oxigena as células e propicia sono reparador e melhor qualidade de vida.

A Odontologia dos Distúrbios Obstrutivos do Sono atua tanto na prevenção precoce preconizados por Dr.Planas (1987) já nos recém nascidos, bebês, que estimula a amamentação natural, ajustes dentais, e aparelhos orais nas crianças, adolescentes que podem expandir os maxilares atrésicos, e Albertini; Reimão (2002) propiciar espaço para alojar e manter a postura da língua, dos espaços vazios destinados a passagem aérea, naso-oro-faringe que colabora diretamente com a respiração fisiológica nasal, Enlow (1993) crescimento e desenvolvimento orofacial.

SALIVA ARTIFICIAL E APARELHO ORAL PARA RONCO APNÉIA DO SONO

A Saliva artificial lubrifica e protege a mucosa bucal é vendida em farmácia e também manipulada, traz grande conforto para os respiradores bucais, roncadores e apnéicos e diminui os despertares noturnos e insônia. Pode ser usada durante o dia e a noite, pois ar condicionado, o ar com baixa umidade e seco “rouba” umidade da mucosa oral durante a respiração bucal, inflama as mucosas e as cordas vocais, o que pode tornar a voz rouca pela sensação da garganta seca e áspera.

Deve ser usada por 4 vezes ao dia, antes de dormir, e se acordar para tomar água e depois usar jatos de saliva artificial, que sozinha ou em conjunto com o aparelho oral amenizará os efeitos da garganta seca.

A Saliva artificial junto ao aparelho oral de Albertini que estimula a respiração nasal durante o sono, e mantêm a musculatura na posição de descanso e lábios vedados, assim como preservando e ampliando os espaços respiratórios e recolocar o aparelho oral devido à má posição lingual.

Albertini; Reimão (2002) O aparelho Oral com estímulo exteroceptivo de Laura, forma uma válvula lingual e estimula o fluxo pela passagem aérea nasofaringe junto aos tratamentos médicos da obstrução nasal.

Pediatras, otorrinolaringologistas, homeopatas, neurologistas, psiquiatras, psicólogos, neuropsicólogos, fonoaudiólogos, educadores, odontopediatras, precisam observar as atresias dos maxilares, respiração bucal e sonolência diurna e suspeitar dos distúrbios obstrutivos do sono, encaminhar ao dentista para ortopedia funcional dos maxilares, evitar extrações e apinhamentos dentais.

Prevenir é indicar precocemente ao dentista do respirador oral e sono, para adequar a língua, a válvula lingual dentro do vazio dos maxilares e se preciso expandi-los, com intuito de melhorar a respiração nasal e preservar a umidade bucal para proteger as mucosas do ar seco. Inflamações crônicas da garganta, amídalas, língua, palato mole, úvula retrofaringe aumenta o volume das mucosas em 30% devido fluido inflamatório.

A intervenção Odontológica vem sendo de grande interesse multidisciplinar aos médicos que tratam pacientes com distúrbios obstrutivos respiratórios do Sono. Os Dispositivos de Albertini, de Planas, Simões, Maurício, podem ser utilizados para prevenção e tratamento do Bruxismo, atresias dos maxilares, respirador bucal, Ronco e Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono.

A telerradiografia norma lateral, antes e depois com traçado de Macnamara mostra e mede as mucosas intraorais como palato mole, língua, e Albertini estimula a postura da ponta lingual relacionando-se com a papila incisiva, preservando o espaço vazio na naso-oro-faringe desinflamando-o apenas com a respiração nasal e umidade oral.

Paciente tratada por Albertini *
Antes: Fig I


Depois Fig.2



Neste caso, paciente BF sexo feminino, 70 anos de idade usou aparelho oral de Albertini com estimulo exteroceptor de Laura que estimula a respiração nasal e desinflamação das mucosas intraorais, saliva artificial para tratamento da cefaléia ligada Articulação temporo mandibular, insônia.

As áreas Obstrutivas e inflamadas:Classificação modificada das VAS, com base na estrutura anatômica. Tipo I (faríngea superior) inclui palato, úvula e tonsilas; tipo II (combinado); tipo III (base de língua, supraglote e hipofaringe. B. Tucker Woodson, MD .

Bibliografia:

Albertini, Reimão.Avanços em Medicina do Sono; Reimão org; edit APM; 349-60; 2001.
Enlow. Crescimento Facial, 3a.ed.; edit. Artes Médicas, 554 págs.;1993.
Planas. Reabilitação Neuroclusal; 2a.ed. edit. MEDSI; 355 págs.;1987.
Simões, Wilma A; Ortopedia Funcional dos maxilares, 3ª ed. Artes Medicas; 2003.
Woodson; in Ronco e Apnéia do Sono org José A.Pinto; cap.7;Reinventer;2000.

Fonte :medcenter Rosana Albertini Rubens Reimão

MTE promove seminário sobre “Indústria Naval e Trabalho Decente” no Rio de Janeiro

MTE promove seminário sobre “Indústria Naval e Trabalho Decente” no Rio de Janeiro


Em conjunto com o Sindicato da Indústria Naval e a Confederação Nacional dos Metalúrgicos, encontro discute o contexto do setor, relações de trabalho e procedimentos de segurança e saúde.

O Ministério do Trabalho e Emprego promoveu no dia o seminário "Indústria Naval: Trabalho Decente", que acontece uno Rio de Janeiro, no Centro de Convenções da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). O MTE, em conjunto com o Sindicato Nacional da Construção Reparação Naval e Offshore (Sinaval) e a Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM) realizam este evento para debater o contexto do setor naval, as relações de trabalho e os procedimentos de segurança e saúde específicos. Além de representantes da pasta, garantiram presença especialistas e autoridades brasileiras e de países do Mercosul.

O seminário serviu para partilhar informações dos avanços do setor, principalmente ocorridos nos grandes estaleiros do Rio de Janeiro. As melhorias - tecnológicas e de cumprimento às leis trabalhistas- são resultado da atuação da Comissão Tripartite da Indústria Naval, criada pelo ministro Carlos Lupi em 30 de janeiro deste ano, por meio da Portaria nº. 64.

O grupo une governo, trabalhadores e empregadores em favor da evolução das relações e das condições de trabalho. Suas atribuições vão desde elaborar diretrizes para a promoção da segurança e saúde como a correta contratação de trabalhadores em curto prazo. Essa é uma atuação da Secretaria de Inspeção do Trabalho, da Secretaria de Relações do Trabalho, da Fundacentro, e dos sindicatos de trabalhadores e empregadores.

Como parte da Comissão, foi estabelecido um Grupo Técnico para elaborar os procedimentos de segurança e saúde específicos da mesma. Dele fazem parte, além dos representantes dos trabalhadores e empregadores, os auditores fiscais do trabalho Luiz Carlos Lumbreiras e Carlos Alberto Saliba, especialistas e doutorados na atividade.

Resultados- No estado do Rio de Janeiro já foi observado o fim do contrato informal e pretende-se levar as evoluções conseguidas às demais regiões do país. "Esse seminário vai ser justamente para mostrar os avanços que a comissão conseguiu. Nossa intenção é harmonizar os procedimentos para que o que está acontecendo de melhor no Rio seja também recebido pela indústria naval de todo o Brasil", afirmou Vera Albuquerque, Coordenadora Nacional de Inspeção do Trabalho Portuário e Aquaviário, do Ministério do Trabalho e Emprego. Para Vera, a idéia é disseminar o comportamento dentro do conceito da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de trabalho decente, ou seja, trabalho produtivo e adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, eqüidade, e segurança, sem quaisquer formas de discriminação.

O engajamento tripartite visa um consenso entre as partes para que o cumprimento às regras estabelecidas seja unânime. "A montagem dessa comissão foi de suma importância para a indústria naval porque nós estamos conseguindo descrever procedimentos de segurança e saúde específicos para o setor", comemora Franco Papini, diretor-executivo do Sinaval. "As práticas estão sendo elaboradas pelos próprios técnicos de segurança dos estaleiros e dos canteiros com as devidas correções e aval dos trabalhadores e, ao final, com a correção e anuência do Ministério do Trabalho e Emprego. Nós estamos realmente montando uma prática de trabalho decente, confirma".

E o que não falta são trabalhadores interessados na questão. Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do MTE, em 2007 havia 163.601 trabalhadores na indústria naval. Desses 120.405 realizavam serviços de engenharia e 21.259, construção de embarcações e estruturas flutuantes.

Apesar de a Comissão procurar dar mais segurança jurídica nas relações e aumentar o nível da empregabilidade, existem locais onde a fiscalização observa irregularidades, como em estaleiros do Amazonas, Santa Catarina e Ceará. "Ainda há precarização de mão-de-obra: É gente mexendo com maçarico, com fogo sem camisa; prensa montada no meio do mato e fios ligados a ela expostos ao chão; trabalhador sem equipamento de segurança", relata Edson Carlos Rocha, secretário de saúde, segurança e meio ambiente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos /CUT. "Por isso, é bom nacionalizar o definido na Comissão Tripartite. A gente quer unificar isso para que todo mundo trabalhe direito. Essa atitude (do MTE) foi muito boa e bem vinda para nós trabalhadores. É a solução que vínhamos buscando há muito tempo".

Mercosul - Por conta de métodos de trabalho observados em países vizinhos, autoridades do setor naval do Uruguai e da Argentina foram convidadas para participar do seminário. Eles competem com os estaleiros brasileiros e utilizam procedimentos ultrapassados, por exemplo, o jateamento de areia para retirada de ferrugem de embarcações. Essa técnica é danosa à saúde do trabalhador, e não usada no Brasil, pois pode desenvolver a silicose ao trabalhador que aspirar o pó de sílica, presente na areia. O acúmulo desses sedimentos no pulmão forma cicatrizes no órgão que dificultam a absorção do oxigênio e diminuem sua elasticidade.

Contexto Atual da Indústria Naval no Brasil - A retomada do setor no Brasil está diretamente ligada às descobertas e extração de petróleo em águas profundas, resultando numa necessidade crescente de embarcações e plataformas, com previsão de grande número de encomendas já contratadas até 2015. Os grandes estaleiros do Rio de Janeiro têm se preparado para esses novos contratos, aumentando contratações e treinando trabalhadores, além de adequar seus métodos e equipamentos de trabalho. Outros estaleiros foram instalados em diferentes estados do país, e mesmo assim partes dessas novas embarcações e plataformas serão construídas em países do Mercosul. Painel apresentado por Sérgio Leal, secretário-geral do Sinaval.

“O trabalho da comissão, com participação dos representantes dos trabalhadores, tem o objetivo de realizar uma releitura das normas, muitas delas criadas para o setor de construção civil, que necessitam de atualização para o momento atual da indústria de construção e reparo naval brasileira” disse o vice-presidente Franco Papini, do Sinaval.

Procedimentos elaborados para aprovação.: 01)- Montagem e desmontagem de andaimes | 02)- Emendas de cabos elétricos | 03)- Trabalho a quente | 04)- Trabalhos com esmerilhadeiras | 05)- Segurança nos serviços de pintura | 06)- Transporte e Movimentação de carga.

Procedimentos em elaboração.: 07)- Trabalho em espaço confinado | 08)- Jateamento e hidrojateamento | 09)- Equipamento de proteção individual (EPI) | 10)- Montagens internas nas embarcações | 11)- Caldeiras e Vasos de Pressão | 12)- Trabalho temporário por Obra Certa | 13)- Trabalho aos domingos e feriados.

Coordenadoria da Comissão Tripartite.: Franco Papini – coordenador - vice-presidente Executivo do Sinaval | Hernani Geraldo Pinto – Estaleiro Enavi | Pedro Paulo Ferreira da Silva – Estaleiro Mauá | Suplentes | Jorge Antonio Faria – Sub-coordenador – Assessor da Presidência do Sinaval | Pedro da Silva Filho – Estaleiro Aliança | Marcos Ramos Cabral – Estaleiro STX Brasil Offshore (ex-Aker Promar). | Foto: Ariovaldo Rocha, presidente do Sinaval

Número de acidentes de trabalho sobe 27,6% de 2006 para 2007

Número de acidentes de trabalho sobe 27,6% de 2006 para 2007
Anuário Estatístico de 2007 do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou 653 mil acidentes de trabalho. Mato Grosso ocupa o 1º lugar na média relativa, com 47,26 mortes por acidente para cada 100 mil segurados


O número de acidentes de trabalho aumentou 27,6% em 2007, comparado com o ano anterior. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou 653 mil ocorrências, segundo dados do Anuário Estatístico de 2007. O maior impacto deste aumento (98,6%) diz respeito aos acidentes sem Comunicações de Acidentes de Trabalho (CATs), registrados por meio do nexo técnico epidemiológico - mecanismo que relaciona doenças que ocorrem com maior incidência às atividades profissionais. Os acidentes de trabalho registrados em 2007, por meio da CAT, aumentaram 3,7% em relação a 2006.

No ano passado, foram registradas 2,8 mil mortes por acidentes do trabalho em todo o país. "No caso dos acidentes fatais, o nexo técnico epidemiológico não interfere", explica Fernando Donato Vasconcelos, médico e auditor fiscal da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso (SRTE/MT). A nova metodologia não se aplica aos trabalhadores informais e só abrage o universo dos segurados pelo INSS.

Segundo ele, a caracterização do acidente envolve dificuldades na delimitação do que é o fator de risco ou causal, suas circunstâncias de ocorrência e a relação com o trabalho. Por isso, os números podem ser ainda maiores em função da subnotificação. "Comparando as estatísticas da Previdência Social com dados de Boletins de Ocorrência nos distritos policiais, por exemplo, temos níveis de subnotificação de cerca de 90%. Ou seja, a realidade de acidentes do trabalho é muito pior do que aparece nos dados oficiais".

Dados do governo federal mostram que acidentes e doenças do trabalho custam, anualmente, R$ 10,7 bilhões aos cofres da Previdência Social, responsável pelo pagamento do auxílio-doença, auxílio-acidente e aposentadorias.

Prioridade e planejamento
Para Fernando Donato, a primeira medida para diminuir o alto índice de acidentes repousa na priorização da questão dentro do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). "O problema não é novo. As iniciativas para combatê-lo foram se perdendo ao longo dos anos. Antigamente a segurança e saúde do trabalhador era uma secretaria dentro do MTE. Atualmente há um número pequeno de auditores especialistas no tema. Os recursos são limitados".

Para Junia Barreto, diretora do Departamento de Segurança e Saúde do Trabalho (DSST) do MTE, o que houve foi uma mudança de planejamento e não de prioridades. "Em nenhum momento, nos últimos anos, o planejamento de segurança e saúde foi deixado de lado. O que aconteceu, e que era necessário acontecer, é que o planejamento, que anteriormente era limitado à área, passou a englobar também os aspectos trabalhistas propriamente ditos".

Segundo a diretora, a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do MTE estabelece diretrizes para o planejamento. Neste ano, as prioridades determinadas têm como base os números de acidentes por setor econômico. Essas áreas serão alvos de fiscalizações em todo o território nacional. "Para os setores prioritários, são estabelecidas estratégias e táticas de intervenção, que podem incluir, além de uma fiscalização intensiva, outras metodologias, como notificação coletiva, reuniões, mediações". As superintendências regionais do MTE também podem definir suas prioridades.

Em 2007, o setor que mais acumulou acidentes de trabalho foi a indústria, com 129 mil ocorrências, seguido pelo setor de serviços, com 70,5 mil acidentes. Porém, o setor mais fiscalizado foi o comércio, com 43.461 ações, seguido da indústria, com 31.918 ações. Os dados foram apresentados pelo auditor fiscal Marcell Fernandes Santana, da SRTE/ES , durante o 26º Encontro Nacional dos Auditores Fiscais (Enafit). Das cinco divisões estabelecidas pela Previdência Social, o comércio é a que apresenta menor índice de acidentes e, apesar disso, foi o primeiro setor em número de fiscalizações do MTE.

Últimos três anos
No período de janeiro de 2005 a maio de 2008, 439 pessoas morreram em acidentes no trabalho no MT. As atividades econômicas com maior número de óbitos foram: transporte rodoviário de cargas (37), construção (30), criação de bovinos (22), madeireira (22) e cultivo da soja (19).

No mesmo período, quase 2 milhões de CATs foram emitidas no Brasil. E os setores que mais se destacam em números de ocorrências registradas são: as atividades de atenção à saúde; a construção; os transportes terrestres; os supermercados; o abate e preparação de produtos da carne e de pescado e o setor sucroalcooleiro. Fernando Donato pondera, entretanto, que nem sempre o problema é mais grave nas áreas de maior incidência. "No caso da área de saúde, por exemplo, são poucos acidentes que são fatais, o contrário ocorre no caso dos transportes".

No transporte de cargas, uma das principais causas de acidentes é a jornada exaustiva dos funcionários. "As empresas impõem um ritmo que leva um grande volume de caminhões na estrada, e com motoristas, inclusive, usando drogas para se manterem acordados. Alguns empregadores argumentam que as estradas é que são ruins, mas já foi comprovado que não são problemas nas estradas que causam acidentes", avalia Fernando.

No caso dos frigoríficos - que são muitos no Mato Grosso -, as condições de trabalho são insalubres, os trabalhadores são submetidos a altas e baixas temperaturas em curto intervalo de tempo. "No corte das peças é o estágio em que ocorrem mais acidentes", descreve o auditor fiscal Fernando.

A falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como a tela de proteção e o cinto, é a principal causa dos problemas na construção civil. "Nas madeireiras acorrem muitos acidentes porque os proprietários tiram um equipamento de proteção instalado na serra para que ela trabalhe mais rápido. Na derrubada de árvores também há casos de acidentes com motosseras".

Dados alarmantes
Foram contabilizadas 143 mortes por acidentes de trabalho no estado do Mato Grosso em 2007. O estado aparece em oitavo lugar na média de acidentes do trabalho fatais. Por outro lado, quando se analisa a Taxa de Mortalidade Específica [TME] por acidentes, calculada pelo número de óbitos notificados de trabalhadores segurados sobre o total de segurados, Mato Grosso passa à primeira posição na média referente ao período 1997-2006.

Enquanto a média nacional do período foi de 14,68 mortes por 100 mil segurados da Previdência Social e a de São Paulo, o estado com maior número absoluto com 7.668 mortes, foi de 11,12 mortes por 100 mil segurados, Mato Grosso apresenta uma média de 47,26 mortes por acidente do trabalho por 100 mil segurados do INSS.

A SRTE/MT criou o Comitê Estadual de Prevenção de Acidentes do Trabalho para tirar o estado do topo dessa lista. Participam do organismo, o INSS, a Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Setecs), a Secretaria de Estado da Saúde (Ses), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Coordenadoria de Saúde do Trabalhador da Secretaria de Estado de Saúde (CSTSES). "A nossa pretensão é envolver a Polícia Rodoviária Federal, por conta dos acidentes de transporte e trazer a universidade para esse debate também", relata Fernando, da SRTE/MG.

O INSS é parceiro do MTE na análise dos acidentes de trabalho. Por meio do projeto Sirena, o instituto repassa informações do seu banco de dados para subsidiar a investigação das causas de óbitos e acidentes graves. Após o encerramento da análise, o MTE envia suas conclusões à Procuradoria do INSS para a possível proposição de ações regressivas contra os responsáveis, com o objetivo de recuperar para os cofres públicos os recursos gastos com benefícios previdenciários.
Fonte : Por Bianca Pyl

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Teste das Múltiplas Latências do Sono

Teste das Múltiplas Latências do Sono

È o exame mais utilizado para a quantificação objetiva do grau de sonolência diurna . Tem como objetivo verificar a tendência de adormecer na ausência de fatores de alerta. É padronizado e consiste no registro de cinco exames polissonográficos (paciente deitado em sala escura e silenciosa) durante o dia com duração de 20 minutos cada e intervalo de 2 horas . Calcula-se a latência do sono, sendo que a média da latência para início do sono deve situar--se entre 10 e 20 minutos. Latências menores que 10 minutos são indicativas de sonolência excessiva diurna.
È indicada para o diagnóstico de quadros que cursam com hipersonolência diurna (como Narcolepsia, Síndrome da Apnéia do Sono, Hipersonolência Diurna Idiopática..).
Para a realização do Teste das Múltiplas Latências do Sono é importante que o paciente não esteja tomando medicações depressoras do Sistema Nervoso Central nos últimos 15 dias e que não tenha privação de sono prévia.
Usualmente realiza-se a polissonografia de noite inteira precedendo ao Teste das Múltiplas Latências do Sono

Fonte: neurosono.com.br

polissonografia e a odontologia

EXAME DE VIDEO-POLISSONOGRAFIA

Diagnóstico
Para titulação de CPAP e outros PAPs
Recomendações no dia do exame de video-polissonografia
Saiba com realizar o exame de video-polissonografia na Clínica de Neurologia e Distúrbios do Sono


VIDEOPOLISSONOGRAFIA PARA DIAGNÓSTICO
É a ferramenta essencial para avaliação e diagnóstico dos problemas relacionados ao sono como: Insônia, Síndrome da Apnéia Obstrutiva e Central do Sono, Narcolepsia, Parassônias (Sonilóquios, Sonambulismo, Terror Noturno, Bruxismo.),Movimentos Periódicos dos Menbros, Síndrome das Pernas Inquietas, Epilepsia Noturna, Distonia Paroxística Noturna, Fibromialgia, Distúrbios Cardiológicos relacionados ao Sono e outros.

Deve ser realizado durante a noite inteira apresentando resultados fidedignos e confiáveis.
Este exame consiste no registro de noite inteira, avaliando-se múltiplos parâmetros fisiológicos:



Variáveis Neurofisiológicas:

Eletroencefalografia, eletrooculografia, eletromiografia da região submentoniana: para avaliação dos estágios do sono. Eletromiografia do músculo tibial anterior e outros músculos para diagnósticos de movimento periódico durante o sono. Embora não seja rotina, qualquer outro músculo pode ser avaliado, conforme necessidade, por exemplo, o masseter para investigação de bruxismo.



Variáveis Cardiorespiratórias:

Respiração – monitorização, durante o sono, para a investigação de distúrbios respiratórios, registrando o fluxo de ar naso-oral e o esforço toraco-abdominal feito pelo paciente ao respirar.
Eletrocardiograma – realizado, durante o sono, para detectar e caracterizar alterações do ritmo e freqüência cardíaca.
Oximetria de Pulso – avaliação contínua, não invasiva, da saturação de oxigênio do sangue arterial.


Registro Simultâneo do Ronco, através do uso de microfone, e Registro da Posição Corpórea

Também é utilizado câmeras de vídeo para registro de comportamentos anormais durante o sono.


VIDEOPOLISSONOGRAFIA PARA TITULAÇÃO DO CPAP e outros PAPs
Deve ser realizada quando indicado o uso do CPAP / BIPAP/Auto-CPAP para o tratamento da Síndrome da Apnéia/Hipopnéia Obstrutiva do Sono, onde será realizado o ajuste pressórico destes aparelhos de pressão aérea positiva, a fim de se obter a pressão mínima necessária para:

º Eliminar eventos respiratórios (apnéia e hipopnéia)
º Eliminar a dessaturação da oxihemoglobina;
º Eliminar a limitação do fluxo respiratório;
º Eliminar os microdespertares (critério ASDA).

Fonte: neurosono.com.br

Postura na posição de dormir e odontologia

Distonia Paroxistica Noturna

Caracteriza-se por posturas distônicas, podendo ser de curta duração (15 a 45 segundos), ou podem durar até 60 minutos. Ocorre a rotação da cabeça e tronco, com extensão ou flexão dos membros. O paciente abre os olhos e pode haver uma discinesia do tipo balismo ou coreico e vocalização e ser acompanhada de grito. Apresenta rigidez de extremidades, automatismos, sentando na cama, adquirindo posturas anormais e sensação de pânico e com preservação da consciência. Tem inicio na infância ou adolescência. As crises ocorrem no sono-REM, principalmente durante o estágio 2, ou durante o sono de ondas lentas. Parecem ser decorrentes de foco epiléptico frontal, principalmente as formas de curta duração, embora no EEG não se observe descarga epileptiformes ocorrendo somente a dessincronização da atividade elétrica cerebral, podendo os episódios ser precedidos de curta apnéia central.

Fonte: neurosono.com.br

Distúrbios Respiratórios do Sono e a odontologia

Distúrbios Respiratórios do Sono:


Síndrome da Apnéia/Hipopnéia Obstrutiva
Síndrome da Apnéia Central
Síndrome do Aumento da Resistência das Vias Aéreas Superiores



Síndrome da Apnéia/Hipopnéia Obstrutiva do Sono (SAHOS)
É uma doença crônica, evolutiva com alta taxa de morbidade e mortalidade, com graves repercussões gerais, hemodinâmicas, neurológicas e comportamentais.

Ronco é referido por 40 a 60% dos adultos e Síndrome da Apnéia/Hipopnéia Obstrutiva do Sono estima-se em 2% e 4% de mulheres e homens, respectivamente.

Indivíduos obesos com a maior quantidade de tecido adiposo na região faríngea desenvolvem SAHOS com maior freqüência.

É a mais comum desordem vista nos centros de sono e é responsável pela maior mortalidade e morbidade que qualquer outra doença do sono.

É uma condição caracterizada por recorrentes episódios de obstrução parcial ou total da via aérea superior durante o sono; e isso se manifesta como uma redução (maior que 50% hipopnéia) ou completa cessação (apnéia) do fluxo respiratório, seguido de contínuo esforço respiratório; essas obstruções ocorrem por um período maior que 10 segundos, e numa freqüência maior que 5 episódios por hora de sono.

Conseqüentemente, ocorre falta de ventilação alveolar, resultando em dessaturação de oxigênio maior que 4% do valor basal (acordado) e em casos de eventos prolongados, uma diminuição na PaCO2. Os eventos freqüentemente terminam com microdespertares.

O Paciente ainda pode mostrar ausência de esforço respiratório durante o período inicial da apnéia, seguido de retorno do esforço respiratório com manutenção ainda da apnéia, originando eventos que caracterizam as apnéias mistas (inicialmente com característica centrais e depois obstrutivas). Esses eventos também são considerados parte da Síndrome da Apnéia/Hipopnéia Obstrutiva do Sono.

O bom funcionamento das vias aéreas superiores depende da anatomia da mesma e do equilíbrio dinâmico entre as forças de dilatação (atividade tônica e fásica dos músculos dilatadores faríngeos) e as forças de colapso.

Com a parada da entrada do ar (apnéia) produz-se hipoxemia, hipercapnia e acidose a qual provoca por estímulo central um despertar breve. Este breve despertar leva à abertura da faringe e a volta da respiração. Quando volta o sono, os músculos se relaxam e todo processo inicia-se podendo repetir-se centenas de vezes por noite causando baixa eficiência do sono.

Hipersonolência Diurna é uma conseqüência comum devido à alteração na arquitetura normal do sono (recorrentes microdespertares) e também devido hipoxemia recorrente.

Então, os sintomas da SAHOS característicos são noturnos( roncos, agitação noturna, engasgos e paradas respiratórias no sono, microdespertares recorrentes, nictúria- micção noturna aumentada, insônia) e diurnos ( cefaléia matutina; cansaço; diminuição da memória de fixação e evocação, concentração e raciocínio; alteração do humor; depressão-like; disfunção erétil ou diminuição da libido e até impotência; queixas consistentes com refluxo gastroesofágico).

Vários tipos de morbidade estão associados com SAHOS e também maior índice de mortalidade. Hipertensão Arterial Sistêmica e Pulmonar podem ser causadas ou agravadas devido SAHOS; e também Insuficiência Cardíaca Congestiva; Doenças da Artéria Coronariana (Infarto do Miocárdio e Angina Noturna), Arritmias Cardíacas e Acidentes Vasculares Cerebrais. Riscos aumentados de acidentes de trânsitos e do trabalho decorrentes da sonolência diurna excessiva também são comprovados; assim como dificuldade de aprendizado em crianças.

São considerados fatores predisponentes: obesidade; sexo masculino; anormalidades crânio faciais(como hipoplasia maxilomandibular); aumento tecido mole ou linfóide faríngeo, obstrução nasal, anormalidades endócrinas (hipotireoidismo, acromegalia) e história familiar.




DIAGNÓSTICO

O diagnóstico deve ser realizado através de Video-polissonografia de noite inteira (vide setor que descreve este exame). Esse exame é imprescindível para diagnóstico definitivo quantitativo e qualitativo da gravidade da SAHOS.

A classificação do nível de gravidade da Síndrome da Apnéia/Hipopnéia Obstrutiva do Sono é feita, então, baseada nos índices polissonográficos (índice Apnéia e Hipopnéia por hora de sono: Leve 5-15; Moderada 16-30 e Severa acima de 31; pela saturação da oxihemoglobina e presença de alterações cardiovasculares).

É importante também considerar na avaliação da gravidade da SAHOS o grau de hipersonolência diurna (através da escala de sonolência de Epworth) e fatores associados como: obesidade, hipertensão arterial sistêmica, hipertensão pulmonar, arritmias cardíacas sono relacionado, angina noturna, DPOC e outras.

Faz parte da avaliação diagnóstica da SAHOS, o exame otorrinolaringológico direcionado às alterações anatômicas que contribuem direta (alterações do tecido mole da faringe) ou indiretamente (mandíbula, maxilo e fossas nasais), para uma obstrução ou maior colapsabilidade da vias aéreas superiores.




TRATAMENTO

O tratamento objetiva normalizar a ventilação e a oxigenação noturna, eliminar os roncos e a fragmentação do sono.

Na SAHOS em todos os seus aspectos desde a fisiopatologia, diagnóstico e tratamento é importante à interação multidisciplinar para que o paciente receba uma abordagem mais ampla possível.

Devido à causa multifatoral e a característica evolutiva da Síndrome Apnéia/Hipopnéia Obstrutiva do Sono no decorrer dos anos, torna-se o seu tratamento complexo.

Existe o tratamento clínico comportamental e os tratamentos mecânicos executados pelos aparelhos geradores de pressão positiva de ar (CPAP/BIPAP) e através de aparelhos intraorais e tratamento cirúrgicos. Deve-se considerar alguns fatores na indicação do tratamento:

Na análise da polissonografia basal é importante observar não só o índice de Apnéia/Hipopnéia (IAH), mais também, a dessaturação de oxihemoglobina, a fragmentação do sono (microdespertares), arritimias cardíacas, hipertensão arterial noturna e movimento periódico de membros, entre outros. A ocorrência e o grau de interrupção do sono (despertares/microdespertares) relacionado aos eventos respiratórios são variáveis de paciente a paciente.
A presença de sinais e sintomas como hipersonolência diurna, hipertensão arterial sistêmica, arritimias, insuficiência cardíaca, doença isquêmica coronária e cerebrovascular entre outras, é de fundamental importância na indicação do tratamento.
Os resultados da polissonogrfia basal e com CPAP seja no laboratório ou em casa, são apenas parte do indicador para a melhor escolha do tratamento para cada paciente.



Tratamento Comportamental
Os objetivos dos tratamentos comportamentais visam a corrigir fatores predisponentes ou que piorem os distúrbios ventilatórios obstrutivo do sono.

Devem ser feitos esforços para diminuir a resistência da via aérea superior (VAS), que acarretará numa pressão inspiratória negativa menor e, portanto, num menor risco de colapso. Os objetivos são:

Identificar processos alérgicos ou infecciosos crônicos de vias aéreas superiores;
Estimular a descontinuação do uso de tabaco, que desencadeia edema e disfunção de VAS, aumentando sua resistência ao fluxo;
3.Estimular a descontinuação de drogas que alteram a função das VAS:
Álcool e barbitúricos: desencorajar o consumo à noite, pois pioram ou precipitam distúrbios ventilatorios obstrutivo durante o sono;
Benzodiazepínicos: seu uso deve ser restrito a doenças que o requeiram como medicação de primeira linha;
Pré-anestésicos: não devem ser usados em pacientes com SAHOS, ou com suspeita clínica desta;
Narcóticos e anestésicos: quando seu uso for imprescindível, os pacientes devem ter monitorização da saturação de O2; caso ocorra apnéia ou hipopnéia,estas devem ser adequadamente tratadas com CPAP;
Hipotireoidismo: seu tratamento com redução de peso e do mixedema contribui para a restauração adequada das VAS;
Obesidade: esta reduz o tamanho, altera a geometria das VAS e diminui a capacidade pulmonar. Esforços devem ser feitos para que o paciente compreenda a necessidade de emagrecer. O tratamento deve basear-se inicialmente em dietas balanceadas, mudança no estilo de vida e suporte psicológico, além do encaminhamento para um endo-crinologista, quando necessário; e até cirurgia.
Refluxo gastroesofágico: identificação e tratamento;
Modificações posturais: evitar a posição supina. Orientar o paciente a costurar um bolso no pijama com zíper ou velcro e colocar uma bola de isopor (ou similar) de 10cm no interior do mesmo. Pode-se também orientar o paciente a manter a cabeceira da cama com 30 á 60º de inclinação;
Boa higiene do sono: inclui-se neste item as condições do quarto;
Reconhecimento e intervenção precoce em condições que possa iniciar ou piorar quadros de distúrbios ventilatórios obstrutivo do sono, como: siringomielia, siringobulbia, malformações da transição crânio-vertebral, neuropatias periféricas, e miopatias tratáveis, doenças da transição neuromuscular, etc.



CPAP
É a abreviação para continuous positive airway pressure, ou seja, sistema de pressão positiva contínua das Vias Aéreas. Foi desenvolvido pelo Dr. Sullian na Austrália nos anos 80.

O CPAP é um compessor mecânico, de ar regulável em diferentes níveis de pressão. Consiste em um aparelho compressor de ar, uma máscara nasal e uma mangueira para conectar a máscara e o compessor.

O BIPAP é uma modificação do CPAP tradicional e engloba um ajuste independente das pressões inspiratórias e expiratórias, sendo mais alta na inspiração e mais baixo na expiração.

Antes de o paciente iniciar o uso do CPAP ou BIPAP, o paciente deverá ser novamente avaliado através de polissonografia realizada em laboratório do sono durante a qual se utilizará o CPAP (Videopolissonografia para titulação de PAP), a fim de determinar a pressão mínima necessária para:

Eliminar eventos respiratórios (apnéia e hipopnéia);
Eliminar a dessaturação da oxihemoglobina;
Eliminar a limitação do fluxo respiratório;
Eliminar os microdespertares (criterio da ASDA);
O CPAP funciona melhor se o nariz estiver desobstruído. Possíveis alergias, desvios de septo obstrutivos ou outras condições nasais obstrutivas devem ser tratadas.

Se o paciente achar que o CPAP está desconfortável ou ineficiente, não deve simplesmente parar de usá-lo, mas discutir o assunto com o seu médico ou clinica de CPAP , que poderá ver fatores que falilitam a adesão ao CPAP. As principais causam de não-adesão ao CPAP/BIPAP são claustrofobia; obstrução ou irritação das vias aéreas superiores; associação com outras patologias do sono; desconforto ou irritação facial pela máscara ( deve ser adequada,bem ajustada e sem vazamentos ) e pressão do fluxo aéreo ou aerofagia. A educaçao prévia sobre a doença e o CPAP e seus efeitos é um dos fatores mais significativos na adesão ao tratamento, por isso o primeiro contato do paciente com o aparelho de pressão positiva realizado na videopolissonografia para titulação do mesmo , deve ser realizado com todo cuidado e eficiência.



Aparelhos Intrabucais
Os aparelhos intrabucais (AIB) são dispositivos inseridos na cavidade bucal, usados durante o sono, com o objetivo de prevenir que a língua entre em colapso com os tecidos moles da orofaringe.

Estes exercem sua efetividade através do aumento do espaço aéreo, levando uma posição mandibular estável e/ou ao avanço da língua, e possivelmente a mudança na atividade muscular.

A correta indicação e a instalação desses aparelhos devem ser feitas por um profissional de odontologia qualificado, com conhecimentos em Medicina do Sono e em disfunção têmporo-mandibular, oclusão e estruturas associadas.

Existem basicamente dois grupos de aparelhos: os dipositivos de retenção lingual e os avançadores mandibulares.




Tratamento Cirúrgico
Tem seu valor indiscutível devido aos seus vários resultado favoráveis, porém é necessário critérios cada vez mais rígido na sua indicação, pois fatores não anatômicos podem favorecer a recorrência do ronco e mesmo dos sintomas da apnéia do sono a longo prazo.

A ausência ou pouca relevância de alterações das vias aéreas superiores ou do esqueleto facial pedem cautela na indicação do tratamento cirúrgico. Quando a cirurgia está indicada ela pode variar desde uma correção de um desvio de septo até complexos procedimentos craniofaciais. Estes procedimentos podem ser combinados ou serem realizados por fases, tornando necessária a conscientização do paciente sobre a complexidade de seu problema, pois os resultados obtidos podem não atingir o ideal, tornando necessária a sua complementação com outros métodos não cirúrgicos.

Enfim muito se progrediu nos últimos anos para compreensão deste grave problema, porém muito ainda temos de caminhar para sua solução definitiva.




Eficácia do tratamento
Como medir a eficácia dos diversos tratamentos?

A eficácia é dada por vários fatores clínicos e laboratoriais já mencionados anteriormente, sendo importante avaliar a efetividade do tratamento a longo prazo. Sugerimos avaliar o paciente de acordo com os seguintes parâmetros:

Parâmetros laboratoriais através da videopolissonografia de seguimento pós-tratamento clínico ou cirúrgico.
Redução do IAH;
Redução dos microdespertares;
Melhora da dessaturação de oxihemoglobina;
Ausência de arritimia cardíaca;
Parâmetros clínicos:
Ausência de ronco ou redução significativa deste;
Melhora no grau de sonolência diurna excessiva;
Satisfação do paciente.




Síndrome da Apnéia/Hipopnéia Central do Sono
É caracterizada por episódios recorrentes de apnéia (parada respiratória maior que 10 segundos), na ausência de obstrução das vias aéreas superior durante o sono, e, que resulta em dessaturações (queda da oxigenação nos tecidos), despertares recorrentes e hipersonolência diurna, associada a desatenção, irritabilidade, fadiga física e mental, déficit de memória, alteração do humor...

Neste casos, ocorre uma cessação completa do esforço respiratório, bem como do fluxo aéreo nasal-oral. Tal quadro pode ser decorrente de lesões que comprometem o sistema nervoso (componentes sensorial e/ou motor), ou as vias responsáveis pelo controle respiratório; lesões autonômicas como Diabetes, Uremia Crônica (Insuficiência Renal), Poliomielite; Miastenia Gravis; Esclerose Lateral Amiotrófica, Miopatias, entre outras.
Para diagnóstico deste quadro há necessidade da realização de video-polissonografia de noite inteira, e, o tratamento, dirigido para o fator causal da mesma.






Síndrome do Aumento da Resistência das Vias Aéreas Superiores (RERA)
Caracteriza-se por uma anormalidade respiratória durante o sono, associado com hipersonolência diurna não justificável por qualquer outra causa, inclusive apnéia obstrutiva do sono. Neste quadro, o esforço respiratório aumentado resulta num índice de despertar maior que 10 eventos por hora de sono. Ocorre um estreitamento parcial do calibre da faringe durante o sono, associado com um aumento da pressão negativa intratorácica, acompanhada de esforços respiratórios aumentado e microdespertares.

Tal quadro é encontrado principalmente em indivíduos obesos, com aumento da circunferência cervical, roncadores, e, com preponderância acima dos 40 anos sendo, portanto, exacerbadas com o progresso da idade. Os sintomas clínicos são similares ao de Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono, e, seu diagnóstico, confirmado através da polissonografia de noite inteira (índice de despertares maiores que 10/hora precedidos por aumento do esforço respiratório documentado pelo registro da pressão intra-esofágica na negativa na inspiração). O tratamento deve ser orientado pelo médico.

Fonte: neurosono.com.br

Disturbios do sono e a odontologia

Sonilóquios
Falar durante o sono, consistindo na vocalização de sons, sílabas e frases, geralmente ininteligíveis e desconexas. Geralmente não acarreta em prejuízo para o paciente, a não ser quando falar durante o sono possa criar situações de constrangimento para o paciente. Este distúrbios ocorre no estágio 1 do sono-REM.


Sonambulismo
Consiste na execução de comportamentos motores durante o sono, desde sentar-se no leito, levantar-se e até deambular. Da mesma forma que o sonilóquio, não requer tratamento medicamentoso sendo, porém, fundamental a orientação do paciente e dos familiares, principalmente quanto ao risco que este quadro oferece aos acidentes.

O familiar deve tentar levar o paciente de volta para a cama. O local em que o sonâmbulo dorme deve ser seguro para evitar a ocorrência de acidentes. O sonambulismo ocorre nos estágios 3 e 4 do sono-REM, sobretudo neste último.


Terror noturno
São episódios de agitação e aparenta medo ou terror originando-se abruptamente durante o sono, em que o indivíduo encontra-se irresponsivo ou parcialmente responsivo ao estímulo ambientais. Caracteriza-se por conduta aguda de agitação e tentativa de sair da cama ou do quarto.

Manifestações autonômicas podem incluir, taquicardia, midríase, ruborização e sudorese. Extrema agitação pode induzir injurias: o indivíduo pode pular da janela ou cair da escadaria e pode reagir violentamente à tentativa de restrição por terceiros. Estes episódios são mais comuns em crianças com idade variada de 4 a 10 anos; só aproximadamente 1 a 2% das crianças entre as idades de 6 a 14 anos apresentam terror noturno; entretanto, início na vida adulta pode ocorrer. Nestes casos, o indivíduo não faz referência a sonhos ou pesadelos e freqüentemente não se recorda do episódio no dia seguinte. O terror noturno ocorre no estágio 4 do sono-REM.


Enurese noturna
Micção involuntária durante o sono. Primária, quando há persistência episódios após os 5 anos de idade, sem se ter conseguido o controle noturno. Secundária, quando ocorre aparecimento de micção noturna involuntária em crianças que já tiveram o controle da mesma durante seis meses.

Na enurese secundária, deve-se excluir lesões urológicas, neurológicas, metabólicas e psiquiátricas. Esta parassônia ocorre durante o sono de ondas lentas, desde o estágio 1, até o estágio 4.


Estado confusional do despertar
Caracteriza-se pelo despertar acompanhado de estado confusional e desorientação. Costuma ocorrer na primeira metade da noite. Durante o despertar o indivíduo está desorientado, confuso, e lento para falar ou responder.

Conduta inapropriada e incerta pode ser acompanhada por gemido e vocalizações incorrentes ou despropositadas, e alguns indivíduos tornam-se agitados ou violentos, especialmente durante tentativa de despertar por terceiros. Apesar dos episódios usualmente durar uns poucos minutos ou segundos, ocasionalmente podem durar até 10 minutos ou mais, durante o qual é difícil ou impossível despertar o indivíduo.

Apesar dos episódios tenderem a tornar se menos freqüentes com a idade, alguns adultos jovens, têm episódios várias vezes por semana. Os fatores precipitantes podem ser: privação de sono, distúrbios do ritmo circadiano e administração de drogas, como benzodiazepínicos e álcool. Também pode ser observado em pacientes com sonolência excessiva, como nos casos de apnéia do sono. Esta é uma parassônia do estágio 4 do sono de ondas lentas (sono-REM).



Distúrbio Comportamental do sono-REM (período de sonhos)
Caracteriza-se por comportamento violento ou desorganizado que aparece durante o sono-REM, com perda intermitente do tônus muscular na EMG, com atividade motora elaborada associada aos sonhos. Inicia-se na sexta ou sétima década da vida, sendo mais freqüente nos homens. A polissonografia mostra ausência intermitente de atonia muscular, com espasmo muscular das extremidades, com freqüência maior que a observada durante o sono-REM normal, movimentos corporais, comportamento complexo, e, por vezes, violentos. A arquitetura do sono é normal. O diagnóstico diferencial deve ser feito com terror noturno, sonambulismo, distonia paroxísticas noturna, apnéia e crises epilépticas.


Pesadelos
São sonhos com forte conteúdo emocional, geralmente de caráter angustiante que ocorrem durante o sono-REM e levam ao despertar. Geralmente decorrem de conflitos emocionais, porém, podem ocorrer em diversas enfermidades ou após uso de drogas ou medicamentos que atuam no sono-REM. Tendem a diminuir com a idade e parecem ter um componente familiar. Os fatores precepitantes podem ser: estado emocional, rebote do sono-REM, drogas dopaminérgicos e retirada de drogas supressores do sono-REM (benzodiazepínicos). Não trazem conseqüências, quando ocorrem esporadicamente, porém, requerem tratamento quando freqüentes.

Paralisia do sono
Decorre na persistência da atonia após o despertar do sono-REM. É a sensação de não conseguir movimentar o corpo que ocorre geralmente após o despertar. Pode ocorrer esporadicamente não constituindo anormalidade, porém, pode fazer parte da Síndrome Narcoléptica.



Alucinações hipnagógicas
Ocorre geralmente no despertar ou no adormecer e se caracteriza por alucinações visuais ou auditivas, como se estivesse sonhando acordado. Decorre na persistência de sensações oníricas após o despertar. Assim como a paralisia do sono pode ocorrer sem indivíduos normais ou fazer parte da Síndrome Narcoléptica.


Bruxismo
Distúrbios de movimento estereotipado, caracterizado pelo ranger ou apertar dos dentes durante o sono. Pode ser observado em duas formas: o apertamento ou bruxismo cêntrico, caracterizado por episódios isolados de atividade muscular e o ranger de dentes, ou bruxismo excêntrico, com contrações rítmicas dos músculos mastigatórios, ou a combinação desses dois tipos. O bruxismo produz sintomas musculares, cefaléias e desgaste dental. O tratamento pode ser feito com placas intra-orais ou o uso de relaxantes musculares ( sob orientação). Este quadro pode ocorrer em todos os 4 estágios do sono-NREM, sobretudo nos estágios 2 e 1.



Observação 1
As parasônias tem uma preponderância na infância e adolescência, com tendência a desaparecerem espontaneamente no adulto jovem, após os 18 a 20 anos, sendo que uma pequena proporção persistem após esta faixa etária, e estas, geralmente requerem tratamento.


Observação 2
As parassônias não costumam levar a danos cognitivos (mentais) com perdas na capacidade de aprendizagem, atenção, concentração ou no trabalho, nos habitualmente, geram apreensão nos familiares, daí, a necessidade de esclarecimento destes da benignidade do quadro, e da sua evolução material para o desaparecimento, associado à maturação cerebral que ocorre em torno dos 14 a 18 anos de idade. Devendo ser tratadas apenas casos particulares, onde ocorre incômodo do sócio ou sócia de quarto, ou quando o mesmo corre risco de acidentes ou de vida, por possíveis exposições à escadarias, janelas sem proteção, variar muito de ambientes de sono.


Fonte :neurosono.com.br

TRABALHO EM TURNOS E NOTURNO: CICLO VIGILIA SONO E ALTERAÇÕES NA SAÚDE DO TRABALHADOR

Resumo:

A evolução tecnológica e a globalização têm exigido mudança na esfera do trabalho, visando produzir riquezas e atender as necessidades humanas. Algumas profissões, principalmente as que atuam nos serviços de saúde, mantém seu funcionamento nas 24 horas do dia para satisfazer as demandas dos serviços. Problema: O trabalho em turnos e noturno altera a saúde do trabalhador? Objetivo do estudo foi verificar na literatura, pesquisas sobre o trabalho em turnos e noturno. Método: empregou-se o de revisão bibliográfica que consistiu em identificar na literatura artigos, livros e principais sites, estudos que abordassem o tema desenvolvido. Os resultados obtidos indicaram que: o trabalho em turnos e noturno desloca os períodos de sono e vigília e causa alterações tanto no organismo como na vida social, pois os trabalhadores destes horários têm seu ritmo biológico, sua vida social e familiar afetados. Concluiu-se que, os estudos realizados com os profissionais que trabalham em turno e noturno afetam qualidade de vida do trabalhador.

Fonte :inicepg.univap SANTOS,TERESA CELIA DE MATTOS MORAES DOS1; INOCENTE,NANCY JULIETA1

Sono e o trabalho de turnos um link com odontologia

As alterações e peculiaridades do sono vem sendo observadas desde o início da história recente do homem, além de relatos que nos fazem lembrar os sonhos, os pesadelos, os movimentos durante o sono, despertar confuso, sonambulismo, alterações respiratórias, etc .De maneira crescente, da metade do século passado até os dias atuais, a partir do desenvolvimento da eletrencefalografia, identificação das chamadas fases do sono (1-2-3 –REM), introdução de estudos denominados polissonografias, classificação dos distúrbios do sono e inclusão no CID (código internacional de doenças), instituiu-se a MEDICINA DO SONO que tem natureza multidisciplinar (médicos, psiquiatras, psicólogos, otorrinolaringologistas, pneumologistas, fisioterapeutas e apoio de técnicos e engenheiros). Do acima exposto temos que o sono assume nos dias de hoje, em termos de ciência, maior importância dentre as atividades desenvolvidas por nosso corpo no cotidiano.

A forma mais abrangente do exercício da medicina do sono tem seu início na queixa e sintomas do indivíduo, que busca consultas nas diversas especialidades com relatos de dificuldade para dormir, insônia, sonambulismo, comportamentos anormais durante o sono, paradas de respiração e roncos, podendo ainda no dia após o sono apresentar irritação, cansaço, sonolência excessiva, sono que ocorre inadvertidamente em filas, banheiros, baixo rendimento escolar, dores difusas, diabetes que não se controla facilmente, hipertensão arterial, uso de múltiplos medicamentos, entre outros sintomas que após a analise criteriosa do profissional que assiste paciente, o encaminhará para um médico que trabalha na área do sono ou a um laboratório dedicado ao estudo do sono (polissonografia) . Uma vez refeita a história do paciente, verificada a biometria, medicamentos utilizados, hábitos e costumes, atividades cotidianas através da actimetria (ritmo circadiano) e o estudo polissonografico, caso encontre alterações, o médico indica o melhor procedimento a seguir, visando oferecer ao paciente uma noite de sono reparadora que certamente repercutira nas tarefas a serem desenvolvidas no dia a dia.

Classificação Internacional dos Distúrbios do Sono

I. Insônias


Insônia de Ajuste (Insônia aguda)
Insônia Psicofisiológica
Insônia Psicofisiológica
Insônia Paradoxal
Insônia Idiopática
Insônia causada por Doença Mental
Higiene Inadequada do Sono
Insônia Comportamental da Infância
Insônia causada por Drogas ou Substâncias
Insônia causada por Condições Médicas
Insônia não causada por Substâncias ou Condição Fisiológica conhecida; inespecífica (Insônia não-orgânica; não especificada de outra forma)
Insônia Fisiológica (orgânica); inespecífica
II. Distúrbios Respiratórios Relacionados ao Sono

Síndromes da Apnéia Central do Sono

Apnéia Central do Sono: Primária
Apnéia Central do Sono causada pelo Padrão de Respiração de Cheyne-Stokes
Apnéia Central do Sono causada pela Respiração Periódica da Alta Altitude
Apnéia Central do Sono causada por Condições Médicas que não Cheyne-Stokes
Apnéia Central do Sono causada por Drogas ou Substâncias
Apnéia do Sono Primária da Infância (do recém-nascido)
Síndromes da Apnéia Obstrutiva do Sono

Apnéia Obstrutiva do Sono, adulto
Apnéia Obstrutiva do Sono, pediátrica
Síndromes da Hipoventilação/Hipoxemia relacionadas ao Sono

Hipoventilação Alveolar não-obstrutiva relacionada ao sono, idiopática
Síndrome da Hipoventilação Alveolar Central Congênita
Síndromes da Hipoventilação/Hipoxemia relacionadas ao Sono causadas por Condições Médicas

Síndromes da Hipoventilação/Hipoxemia relacionadas ao Sono causadas doenças do parênquima e vasculatura pulmonar
Síndromes da Hipoventilação/Hipoxemia relacionadas ao Sono causadas por obstrução das vias aéreas inferiores
Síndromes da Hipoventilação/Hipoxemia relacionadas ao Sono causadas por doenças neuromusculares e da caixa torácica
Outros Distúrbios Respiratórios relacionados ao Sono

Apnéia do Sono/ Distúrbios Respiratórios relacionados ao Sono, inespecíficos
III. Hipersonias de Origem Central não causadas pelos Distúrbios do Rítmo Circadiano do Sono, Distúrbios Respiratórios relacionados ao Sono, ou outras causas de sono noturno interrompido

Narcolepsia com cataplexia
Narcolepsia sem cataplexia
Narcolepsia causada por Condições Médicas
Narcolepsia, inespecífica
Hipersonia Recorrente
Síndrome de Kleine-Levin
Hipersonia relacionada à menstruação
Hipersonia Idiopática com tempo de sono prolongado
Hipersonia Idiopática sem tempo de sono prolongado
Síndrome do Sono Insuficiente induzido comportamentalmente
Hipersonia causada por Condições Médicas
Hipersonia causada por Drogas ou Substâncias
Hipersonia não causada por Substâncias ou Condição Fisiológica conhecida (Hipersonia não-orgânica; não especificada de outra forma)
Hipersonia Fisiológica (orgânica), inespecífica (Hipersonia Orgânica, não especificada de outra forma)
IV. Distúrbios do Ritmo Circadiano do Sono

Distúrbios do Ritmo Circadiano do Sono, tipo fase do sono atrasada (Distúrbio da Fase do Sono Atrasada)
Distúrbios do Ritmo Circadiano do Sono, tipo fase do sono avançada (Distúrbio da Fase do Sono Avançada)
Distúrbios do Ritmo Circadiano do Sono, tipo sono-vigília irregular (Ritmo Irregular do Sono-Vigília)
Distúrbios do Ritmo Circadiano do Sono, tipo livre-curso (Tipo não sincronizado)
Distúrbios do Ritmo Circadiano do Sono, tipo Jet Lag (Distúrbio de Jet Lag)
Distúrbios do Ritmo Circadiano do Sono, tipo trabalho de turno (Distúrbio do Trabalho de Turno)
Distúrbios do Ritmo Circadiano do Sono causado por condições médicas
Outros Distúrbios do Ritmo Circadiano do Sono (Distúrbios do Ritmo Circadiano, não especificado de outra forma)
Outros Distúrbios do Ritmo Circadiano do Sono causado por drogas ou substâncias
V. Parassonias

Distúrbios do Despertar (do sono NREM)

Despertar confusional
Sonambulismo
Terror Noturno
Parassonias usualmente relacionadas ao sono REM

Distúrbio Comportamental do sono REM
Paralisia do sono isolada e recorrente
Distúrbios de pesadelos
Outras Parassonias

Distúrbios dissociativo relacionado ao sono
Enurese do sono
Gemido relacionado ao sono
Síndrome da explosão da cabeça
Alucinações relacionadas ao sono
Distúrbio do comer relacionado ao sono
Parassonias, inespecíficas
Parassonias causadas por drogas ou substâncias
Parassonias por condições médicas
VI. Distúrbios do Movimento relacionados ao sono

Síndrome das Pernas Inquietas
Distúrbio dos Movimentos Periódicos dos Membros
Cãimbras de pernas relacionadas ao sono
Bruxismo relacionado ao sono
Distúrbio de Movimentos rítmicos relacionados ao sono
Distúrbio de Movimento relacionado ao sono inespecífico
Distúrbio de Movimento relacionado ao sono causado por drogas ou substâncias
Distúrbio de Movimento relacionado ao sono causado por condições médicas
VII. Sintomas isolados, variantes aparentemente normais e de importância não resolvida

Dormidor longo
Dormidor curto
Ronco
Sonilóquio
Mioclonias do início do sono
Mioclonia benigna do sono da infância
Tremor dos pés hipnagógicos e alternância de ativação dos músculos das pernas durante o sono
Mioclonia proprioespinal no início do sono
Mioclonia fragmentária excessiva
VII. Outros Distúrbios do Sono

Outros distúrbios do sono fisiológicos (orgânicos)
Outros distúrbios do sono não causados por substância ou condição fisiológica conhecida
Distúrbios do sono ambientais
Referência:
The International Classification of Sleep Disorders
Second Edition
Diagnostic & Coding Manual
American Academy of Sleep Medicine – Westchester, IL, USA, 2005

IMPORTÂNCIA DA MELATONINA NA REGULAÇÃO DO SONO E DO RITMO CIRCADIANO- UMA ABORDAGEM CLÍNICA

IMPORTÂNCIA DA MELATONINA NA REGULAÇÃO DO SONO E DO RITMO CIRCADIANO- UMA ABORDAGEM CLÍNICA


Introdução: conceitos gerais sobre a melatonina e a sua utilidade terapêutica
A melatonina, um hormônio produzido pela glândula pineal, diminui com a idade e influi sobre o rítmo sazonal e circadiano, sobre o ciclo sono-vigília e sobre a reprodução. Apresenta um padrão de secreção dia-noite, sensível a luminosidade, com início de elevação no início da noite e queda no final. . Uma via neural complexa envolve as células ganglionares da retina que se conectam aos pinealócitos. Essa via utiliza o nervo óptico, o núcleosupraquiasmático, o hipotálamo lateral e as fibras pré-ganglionares na medula espinhal, que fazem sinapse com o gânglio cervical superior, e estas através dos nervos simpáticos pós-ganglionares alcançam a glândula pineal. Sob circunstâncias naturais de um ciclo claro-escuro ocorre uma produção rítmica circadiana de melatonina. A exposição a luminosidade (luz brilhante) é suficiente para suprimir a síntese de melatonina. Evidências clínicas e experimentais mostram que diversos estados biológicos incluindo o humor podem ser influenciados pela melatonina.



Estudos mostram que a melatonina é uma substância de distribuição ubíqua e de efeitos órgão e espécie específicos. Portanto, apesar de muito ter-se propagado sobre a sua utilidade terapêutica, deve-se considerar que suas propriedades e aplicações devem ser tomadas com cautela. Vale a pena afirmar que existem diversas condições associadas ao sono em que a melatonina apresenta um benefício terapêutico largamente comprovado. Na Europa e nos Estados Unidos, a melatonina ainda é tratada como um suplemento alimentar e as preparações terapêuticas não passam pelo controle de qualidade a que os medicamentos estão sujeitos. No Brasil o medicamento tem o seu uso proibido apesar de tratar-se de uma substância com baixa toxicidade e o mesmo não se pode dizer de vários agentes que são liberados para uso terapêutico como indutores do sono. Na maioria das vezes, a melatonina tem sido usada na dose de 3mg uma hora ao deitar-se.



Efeitos hípnicos e cronobióticos da administração da melatonina
A melatonina funciona como indutor do sono e estudos recentes sugerem que ela age mais como um agente que prepara o indivíduo para o sono talvez sinalizando para uma redução da temperatura corporal. Nesse sentido, ela atuaria através de suas propriedades cronobióticas. Uma metanálise recente mostrou que a melatonina não altera substancialmente as medidas do sono reforçando o conceito anterior.



Os distúrbios do ritmo circadiano
Atraso da fase do sono: Diversas situações clínicas se associam a atrasos, avanços ou perturbações do ritmo fisiológico do sono e nesses casos, a melatonina apresenta boa ação terapêutica. O atraso da fase do sono é uma condição que se expressa mais na adolescência como uma tendência para dormir tarde e acordar tarde. Em alguns casos os pais confundem esses sintomas com insônia ou com sonolência diurna. A exposição ao sol pela manhã e o uso da melatonina algumas horas (3-5) antes da hora desejada do sono pode restabelecer os horários regulares de sono. É comum que esta condição seja de manifestação familiar e transtorno do humor pode coexistir principalmente nos casos graves. Há quem proponha que o atraso de fase e o transtorno depressivo realizam um ciclo vicioso.

Avanço da fase do sono: O avanço de fase é o contrário da síndrome anterior e é freqüentemente observado em idosos. Esses indivíduos deitam-se muito cedo e despertam nas primeiras horas da madrugada causando transtorno familiar. A exposição a luz no final da tarde costuma prolongar o início do sono para horários mais desejados.

Jet Lag: Pessoas que se deslocam dentro de um fuso horário podem se ressentir pelas alterações hormonais e de temperatura corporal que não acompanham a vigília e o sono socialmente desejados. Habitualmente observa-se uma tendência fisiológica para atrasar a fase do sono portanto o deslocamento para oeste é bem melhor tolerado. Jet Lag torna-se pior com a idade mais avançada quando os mecanismos de adaptação se reduzem. Fadiga, dores no corpo, cefaléia, irritabilidade, e alterações cognitivas podem ocorrer apesar do indivíduo sentir-se desperto. O ajuste de temperatura corporal pode levar alguns dias. Diversas medidas como exposição a luz são utilizadas para minimizar estes sintomas. O uso da melatonina uma hora antes de deitar-se facilita a adaptação no jet lag.

Trabalho de turnos: Trabalhadores que necessitam utilizar um sistema de turnos estão potencialmente sujeitos a redução de horas de sono, má qualidade do sono e suas implicações, ou seja, fadiga, irritabilidade e alterações cognitivas. Homens estão mais expostos a esse tipo de trabalho e a troca de turnos com redução de horas de sono associa-se potencialmente a sonolência e acidentes graves. O estresse como injúria crônica pode desempenhar papel no aparecimento de condições patológicas e esse ainda é um assunto que necessita mais estudos. Diversas situações de trabalho como controle de transportes, telefonia e trabalho de hospitais necessita do sistema de turnos. A identificação de indivíduos mais inclinados a atividades noturnas ou indiferentes quanto ao cronotipo (morning-eveningness) ainda não foi amplamente desenvolvida . O controle a exposição a luz e o uso da melatonina são algumas das terapias utilizadas essa situação. Alguns estudos mostram benefício após o uso da melatonina em trabalhadores que são expostos ao ritmo de turnos porém essas evidências ainda são controversas. Medidas como uso de óculos escuros ao sair do trabalho e identificação dos problemas individuais devem ser encorajadas dado que trabalhos diversos utilizam sistema de turnos variados.



Estado de amaurose, trauma de crânio e esquizofrenia
Na amaurose ou perda visual total, o indivíduo perde a capacidade de perceber a luz necessária a regulação do ritmo dia e noite e dessa forma fica dependendo de condicionamentos externos e sociais, nem sempre eficazes. Esta é uma situação clínica em que a melatonina tem provado ser benéfica. Outras situações clínicas como no trauma de crânio e na esquizofrenia observa-se que os indivíduos tendem a assumir um ritmo polifásico com cochilos e despertares múltiplos nas 24 horas. O uso da melatonina ajuda a conciliar o ritmo monofásico de sono, ou seja o período de sono noturno e vigília diurna socialmente aceito.



O envelhecimento e a função cognitiva
Recentemente, estudos mostram que a redução de níveis liquóricos de melatonina se expressa antes da evidência clínica de demência sugerindo alterações precoces desse neurohormônio na doença de Alzheimer. Corroborando tal idéia, observa-se que o estado confusional do paciente demente piora no final do dia (síndrome do sol-poente ou sundown) e algum grau de melhora ocorre com a exposição a luz. O papel que a luz, o ritmo e a melatonina desempenham no estado cognitivo do idoso com ou sem demência ainda requer mais investigação. Avaliações prospectivas e de longa duração são as mais desejadas para a elucidação dessa questão.



Condições clínicas com influência circadiana provável
Algumas situações médicas revelam um ritmo que sugere a participação de controles circadianos. A asma é uma doença inflamatória que manifesta-se com freqüência durante a noite e as vezes é conhecida como asma noturna. Recentemente, nós mostramos que a melatonina melhora o sono de pacientes portadores de asma e não afeta a função respiratória. A doença vascular cerebral, o infarto cardíaco e a morte súbita do recém-nascido são outras doenças que aparecem mais durante a madrugada sugerindo uma preferência nas 24 horas. Alterações adrenérgicas, respiratórias, mecanismos inflamatórios ou outros podem estar na gênese desses distúrbios.



Melatonina na doença de Parkinson : A doença de Parkinson (DP) é uma doença degenerativa que se manifesta mais com o avançar da idade porém pode manifestar-se também em adultos jovens. Ocorre perda das células da substância negra, produtoras de dopamina e na verdade apesar de ter sido descrita há 200 anos, a etiologia ainda não é conhecida. A abordagem terapêutica da DP envolve o uso de Levodopa e outras substâncias. A progressão da doença associa-se a complicações diversas inclusive transtornos do humor e do sono que podem preceder a doença . Estudos tem sugerido um avanço de fase na DP. Diversas evidências experimentais mostram uma ação protetora da melatonina sobre a função dopaminérgica nos gânglios da base. Deve-se ressaltar que os estudos de gânglios da base em roedores freqüentemente não se relacionam com os de primatas. Os gânglios da base de primatas evoluíram de forma mais complexa o que se revela na manipulação metabólica diferenciada do MPTP e mais clinicamente evidente na expressão da mímica, muito mais complexa nos primatas. Porém, estudos, inclusive alguns utilizando primatas, sugerem que a melatonina protege a função dopaminérgica nos gânglios da base. É desnecessário dizer que evidências clínicas de médio e longo prazo são necessárias para que se possa inferir sobre esse assunto. Recentemente, através de um estudo duplo-cego, paralelo e controlado por placebo, nós avaliamos o efeito da melatonina sobre o sono na doença de Parkinson (dados não publicados). Nós mostramos que a melatonina (3mg durante 4 semanas) melhora a qualidade do sono sem alterar substancialmente as medidas de sono e sem alterar a função motora. A melatonina, por sua baixa toxicidade, provavelmente merece um ensaio de longa duração. Substâncias que reduzam as flutuações motoras, os períodos off e as alterações do sono e depressão são benvindas na DP. A melatonina reduziu as discinesias tardias em uma série reforçando o conceito de que a melatonina guarda uma relação com a neurotransmissão dopaminérgica.



Condições nosológicas com uma influência circadiana possível e potencial ação terapêutica da melatonina

Algumas neoplasias apresentam variação dia e noite e o uso de fármacos em horários diferentes influi sobre o aparecimento de toxicidade. O tratamento das leucemias tem mostrado uma variação da plaquetopenia dependente do horário de administração de alguns medicamentos. Vale a pena dizer que os estudos nessa área são recentes e necessários desde que há implicações diretas sobre a terapia.

A ação da melatonina como agente anti-neoplásico e como agente anti-oxidante é objeto de controvérsia.

Algumas outras questões também controversas, porém não menos importantes, são a evidência sobre efeito da melatonina na isquemia cerebral e na melhora do vasoespasmo associado a hemorragia cerebral. Redução dos efeitos de hepatotoxicidade e carditoxicidade também já foram descritos. Tais estudos necessitam de ampla confirmação antes da aceitação dessas evidências. Esse é o problema com uma boa parte dos ensaios clínicos nos quais o uso de padrão ouro, ou seja, estudos controlados, duplo-cego, randomizados tém que ser realizados em um número razoável de pacientes para que se possa gerar evidências. Antes que se inicie um uso clínico há ainda que considerar os efeitos de médio e longo prazo. A história tem provado que o aparecimento de algumas reações medicamentosas cruzadas só são conhecidas após algum tempo de uso clínico.

Para finalizar deve ser dito que não se conhecem os efeitos de longo prazo da melatonina e que algumas reações como fadiga, cefaléia, tontura e irritabilidade já foram descritas. Pode-se afirmar que estudos mostram que a melatonina é uma substância de baixa toxicidade e de uso seguro principalmente se comparada a diversos fármacos de uso comum, particularmente alguns hipnoindutores. Trata-se de agente farmacológico ativo, com propriedades terapêuticas comprovadas em várias situações clínicas. É possível que conhecimentos futuros sobre a melatonina venham a acrescentar sobre as propriedades fisiológicas e farmacológicas desse hormônio natural.


Fonte :Veralice Meireles Sales de Bruin Departamento de Medicina Clínica-UFC

Insônia e jet lag

Insônia e jet lag
As pessoas que viajam sabem como a mudança de fusos horários pode afetar os padrões do sono. Apesar da infinidade de dicas e técnicas sobre como prevenir o jet lag, a única maneira de combatê-lo é começar ajustando o relógio biológico dias antes de viajar. Isso significa alterar gradualmente seus horários de dormir e de acordar. Mas, isso definitivamente funciona.

Primeiro, você deve verificar se no seu destino o seu horário estará adiantado ou atrasado. Comece ajustando seus horários de dormir e de acordar vários dias antes de sua viagem, de acordo com o número de fusos horários que você vai atravessar.
Pesquisas demonstram que para cada fuso horário que se atravessa, é necessário pouco menos de um dia para ajustar o relógio biológico. Assim, tudo o que você fizer antes de viajar para ajustar seus horários de dormir e de acordar será válido.
Para a viagem no sentido leste, para cada hora a mais de fuso horário, você deve dormir a cada dia uma hora mais cedo. Para se preparar para a viagem no sentido oeste, você simplesmente deve aplicar o princípio inverso, indo para a cama uma hora mais tarde. É bem conhecido entre os viajantes o fato de que para a maioria das pessoas parece ser mais fácil a adaptação quando se viaja de leste a oeste do que no sentido contrário.

Infelizmente, tal procedimento se torna difícil para aqueles que atravessam mais de seis fusos horários. Você só pode ajustar seu horário de dormir antes de ele se tornar incômodo de outras formas. Nessas situações mude seu horário tanto quanto for prático fazê-lo antes da partida. Quando chegar ao destino, comece imediatamente a agir de acordo com o horário local, isto é, durma durante a noite e levante e mantenha-se ativo durante o dia.

Embora você provavelmente sinta alguns sintomas do jet lag por pelo menos alguns dias, você se sentirá melhor do que se não tivesse feito absolutamente nenhum ajuste. Uma outra boa mudança, não importa em que direção você vai viajar, é ter umas duas noites de bom sono antes de partir.

Fonte :howstuffworks

Insônia e distúrbios do ritmo circadiano

Insônia e distúrbios do ritmo circadiano
O ritmo circadiano é um mecanismo do corpo para ajustar o relógio biológico. O corpo tem um tipo de marcapasso interno, ou relógio, centralizado no cérebro. Esse relógio governa o apetite e o sono, e o cérebro gosta de se manter no horário com base nesse relógio.

Mas o que acontece se seu estilo de vida está fora de sincronia com seu relógio biológico? E se você precisa ficar acordado e trabalhando quando seu cérebro manda seu corpo dormir? Algumas interrupções do sono podem levar a um conflito entre o relógio biológico e seu estilo de vida. Essas alterações secundárias do sono são chamadas de distúrbios do ritmo circadiano. Dois dos exemplos mais comuns de alterações do ritmo circadiano são o jet lag e o trabalho noturno.

Uma boa maneira de entender o quanto seu relógio biológico pode ser "teimoso" e o quanto é difícil ajustá-lo, é saber que o relógio também afeta comportamentos, como o apetite. Não é porque você muda repentinamente seus horários de comer que seu corpo sentirá fome automaticamente nos novos horários. Da mesma forma, não é porque você muda de um emprego diurno para um que mantenha você trabalhando até às 2h da madrugada que seu corpo se ajustará automaticamente a esse novo horário de dormir e acordar.
Seu relógio circadiano pode se ajustar, mas isso, geralmente, leva algum tempo. Se você mudar seu horário de dormir, seu corpo se ajustará, mas só se você o mantiver dentro dos novos horários de dormir e acordar. Além disso, parece que o corpo se adapta melhor se o horário de dormir mudar para mais tarde do que para mais cedo. Como você aprenderá logo, essa parece ser a razão pela qual, quando se viaja através de fusos horários, você se adapta mais facilmente quando vai de leste para oeste.

O tratamento de distúrbios do ritmo circadiano freqüentemente envolve uma combinação de cronoterapia (mudando gradualmente o horário de dormir, para mais cedo ou para mais tarde) e terapia com luz (expondo-se à luz solar para reajustar o relógio biológico e reforçar o horário de ficar acordado). Por exemplo, se seu corpo pede para dormir até mais tarde de manhã, mas você precisa acordar mais cedo, tente mudar gradualmente seu horário de dormir e se expor à luz do sol bem cedo para ajudar a reajustar seu ciclo de dormir e acordar.

Fonte : howstuffworks

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Depressão: uma nova doença ocupacional?

Depressão já é encarada como doença do trabalho

Tristeza, desânimo, agitação e ansiedade demonstrados em excesso. Se no seu ambiente de trabalho você tem colegas que se enquadram diariamente nesses comportamentos, é recomendado acender a luz de alerta. Eles podem estar sendo vítimas de depressão, uma doença que a partir de 2020 será tão comum quanto ter dores nas costas. O mal, que já é encarado como doença do trabalho e de saúde pública, deve ser tratado rapidamente sob risco de se agravar, com chances irreversíveis de cura.

A doença atinge, principalmente, profissionais que realizam na rotina do dia-a-dia serviços extremamente operacionais e mecânicos. Para o médico psiquiatra Demétrio Romão Torres, o ambiente de trabalho pode se constituir numa das causas da depressão.

"Hoje temos o estresse ocupacional. E o trabalho pode ser um fator desencadeante da depressão. Seus sintomas podem ser a insegurança, o isolamento social e familiar, a apatia, a desmotivação, enfim, perda de interesses por coisas que a pessoa gostava de fazer com prazer no passado", explica.

O quadro também pode ser diagnosticado diante da perda de memória e da concentração, além de insônia e perda do apetite. "Hoje temos no País, de uma maneira geral, uma política salarial desistimulante. Se perde muita energia no trabalho e não há recompensa, não há valorização. As empresas hoje estão muito mais preocupadas com a produção do que com a humanização do trabalho", avalia.

Essa situação acaba por provocar no trabalhador o medo de perder o emprego. "Atualmente, já há empresas nos Estados Unidos que oferecem técnicas de relaxamento a seus funcionários durante o horário do expediente. Mas no Brasil, a situação é mais difícil", conta Torres.

O médico diz que a depressão é "extremamente democrática" e não escolhe pessoas para vitimá-las, porém, ele ressalta que há profissões que são mais suscetíveis ao mal.

"Ela vitima todas as raças, idades e profissões. Mas os profissionais mais vitimados são aqueles que trabalham direto com o contato humano. São médicos, enfermeiros, profissionais que trabalham com segurança pública como policiais militares e civis, agentes de segurança em penitenciárias, além de bancários, professores, entre outros", aponta.

O psiquiatra salienta que os comandos dos serviços públicos ainda não valorizam a depressão e também a ansiedade como doença incapacitante para o exercício do trabalho cotidiano.

"Apesar de ser a quarta ou quinta doença que mais afasta do trabalho, há um certo preconceito. A Organização Mundial de Saúde, a OMS, afirma que até 2020 a depressão e a aids serão as doenças mais incapacitantes para a vida".

Ele explica que a ansiedade, outra doença dos chamados "tempos modernos", também pode caminhar em associação com a depressão. "Em quase 70% dos casos de depressão a ansiedade está presente. Depressão é um transtorno da afetividade. A ansiedade é um transtorno que tem como característica principal a preocupação excessiva. São sintomas diferentes", observa.

O tratamento para a depressão é feito com medicamentos antidepressivos e psicoterapia, considerados eficazes pela medicina moderna. "A depressão é uma doença considerada crônica. A exceção fica para os episódios depressivos, geralmente passageiros. O ideal é que o diagnóstico seja precoce", acrescenta.

Fonte: Relatório RH

Quem sou eu

Joinville, Santa Catarina, Brazil
Por Ricardo Toscano, Cirurgião-Dentista graduado pela Unifal, especialista em odontologia do trabalho pela UFSC, mestre em odontologia area de concentraçao em implantodontia cirurgica/protetica pelo Instituto latino Americano de Pesquisa e Ensino Odontologico,reabilitador oral clinico. Responsável técnico pelo Instituto Odontologico Toscano. Notícias,ferramentas e artigos na área de Reabilitação Oral com ênfase na interdisciplinaridade e multidisciplinaridade.