segunda-feira, 30 de março de 2009

Odontologia do Trabalho nas empresas

Odontologia do Trabalho nas empresas

O Projeto de Lei 422/07, que obriga as empresas a manterem serviços especializados em Odontologia do Trabalho, garantindo a Saúde Bucal dos trabalhadores por meio de exames odontológicos periódicos, tramita em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados.

Mobilização on-line

Esta é a hora da classe odontológica mostrar sua força enviando e-mails aos deputados da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, onde o projeto se encontra. Nesta Comissão, o PL 422/07 teve dois relatores que apresentaram substitutivos complementares ao texto original, respectivamente os deputados Rodrigo de Castro (PSDB-MG) e José Nobre Guimarães (PT-CE).

Situação do PL 422/07

No dia 7 de maio, o relator do PL 422/07, deputado federal José Nobre Guimarães (PT-CE), assegurou pessoalmente ao vice do CFO, Ailton Rodrigues, de que seu parecer seria favorável à matéria. No entanto, no dia 28 de maio, a votação do parecer teve que ser adiada porque o deputado Guilherme Campos (DEM-SP) pediu vista do projeto. A princípio, esse gesto, que pode significar um voto contrário à matéria, transferiu a votação na comissão para junho, em data não confirmada.
Além do relator José Nobre Guimarães, o presidente da comissão, Jilmar Tatto (PT-SP), também demonstrou apoio ao texto que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) - Decreto-Lei 5452/43.

E-mails para os deputados

É importantíssimo que a classe se manifeste e envie a cada deputado desta comissão um e-mail (correio eletrônico) em defesa da aprovação do Projeto de Lei 422/07.
O modelo de texto sugerido para ser enviado aos deputados pode ser encontrado no site do CFO (www.cfo.org.br).

Fonte: Site do CFO

pl 422

Proposição: PL-422/2007 -> Íntegra disponível em formato pdf
Autor: Flaviano Melo - PMDB /AC

Data de Apresentação: 14/03/2007
Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação Conclusiva pelas Comissões - Art. 24 II
Regime de tramitação: Ordinária
Situação: CDEIC: Pronta para Pauta.

Ementa: "Altera o art. 162, Seção III, e o art. 168, Seção V, do Capítulo V do Título II da Consolidação das Leis do Trabalho, relativo à segurança e medicina do trabalho e dá outras providências."

Explicação da Ementa: Altera o Decreto-Lei nº 5.452, de 1943.

Indexação: Alteração, legislação trabalhista, (CLT), inclusão, odontologia, trabalho, obrigatoriedade, empresa, exame, prevenção, assistência odontológica, saúde bucal, trabalhador, normas, Ministério do Trabalho e Emprego.

Despacho:
28/3/2007 - Às Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Seguridade Social e Família; Trabalho, de Administração e Serviço Público e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD) - Art. 24, II Proposição Sujeita à Apreciação Conclusiva pelas Comissões - Art. 24 II Regime de Tramitação: Ordinária

Fonte:camara.gov.br

sexta-feira, 27 de março de 2009

o que é hernia de disco ?

O que é Hérnia de disco?

A coluna vertebral é composta por vértebras, em cujo interior existe um canal por onde passa a medula espinhal ou nervosa. Entre as vértebras cervicais, torácicas e lombares, estão os discos intervertebrais, estruturas em forma de anel, constituídas por tecido cartilaginoso e elástico cuja função é evitar o atrito entre uma vértebra e outra e amortecer o impacto.

Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo e o uso repetitivo, o que facilita a formação de hérnias de disco, ou seja, a extrusão de massa discal que se projeta para o canal medular através de uma ruptura da parede do anel fibroso. O problema é mais freqüente nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga.


A hérnia de disco é geralmente precedida por um ou mais ataques de dor lombar.
Rupturas irradiando-se patoanatomicamente são conhecidas por ocorrer na parte posterior do anel, indo em direção a áreas nas quais as terminações nervosas descobertas estão localizadas.
(Nachemson AL,1976)



Tipos de Hérnias de Disco
Protrusas: quando a base de implantação sobre o disco de origem é mais larga que qualquer outro diâmetro.
Extrusas: quando a base de implantação sobre o disco de origem é menor que algum dos seus outros diâmetros ou quando houver perda no contato do fragmento com o disco.
Seqüestradas: quando um fragmento migra dentro do canal, para cima, para baixo ou para o interior do forâmen.

Sintomas
Os sintomas mais comuns são: Parestesias (formigamento) com ou sem dor na coluna, geralmente com irradiação para membros inferiores ou superiores, podendo também afetar somente as extremidade (pés ou mãos). Esses sintomas podem variar dependendo do local da acometido.
Quando a hérnia está localizada no nível da cervical, pode haver dor no pescoço, ombros, na escápula, braços ou no tórax, associada a uma diminuição da sensibilidade ou de fraqueza no braço ou nos dedos.
Na região torácica elas são mais raras devido a pouca mobilidade dessa região da colona mais quando ocorrem os sintomas tendem a ser inespecíficos, incomodando durante muito tempo. Pode haver dor na parte superior ou inferior das costas, dor abdominal ou dor nas pernas, associada à fraqueza e diminuição da sensibilidade em uma ou ambas as pernas.
A maioria das pessoas com uma hérnia de disco lombar relatam uma dor forte atrás da perna e segue irradiando por todo o trajeto do nervo ciático. Além disso, pode ocorrer diminuição da sensibilidade, formigamento ou fraqueza muscular nas nádegas ou na perna do mesmo lado da dor.


Causas
Fatores genéticos têm um papel muito mais forte na degeneração do disco do que se suspeitava anteriormente. Um estudo de 115 pares de gêmeos idênticos mostrou a herança genética como responsável por 50 a 60% das alterações do disco.(backLetter 1995).

Sofrer exposição à vibração por longo prazo combinada com levantamento de peso, ter como profissão dirigir realizar freqüentes levantamentos são os maiores fatores de risco pra lesão da coluna lombar. Cargas compressivas repetitivas colocam a coluna em uma condição pior para sustentar cargas mais altas aplicadas diretamente após a exposição à vibração por longo período de tempo, tal como dirigir diversas horas. (Magnusson ML, Pope ML, Wilder DG, 1996.)

Entre fatores ocupacionais associados a um risco aumentado de dor lombar estão:

Trabalho físico pesado
Postura de trabalho estática
Inclinar e girar o tronco freqüentemente
Levantar, empurrar e puxar
Trabalho repetitivo
Vibrações
Psicológicos e psicossociais (Adersson GBJ,1992)

Diagnóstico e exame
O diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como Raio-X, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada.

Fonte: herniadedisco.com.br

Indicadores de DORT nos Cirurgiões-Dentistas de Boa Vista - Roraima

Indicadores de DORT nos Cirurgiões-Dentistas de Boa Vista - Roraima

A DORT já está amplamente conhecida no meio científico e substituiu a antiga terminologia LER. A sigla significa doença osteomuscular relacionada ao trabalho e engloba todas as doenças que de alguma forma influenciam a interrupção do trabalho de forma temporária ou permanente. Os cirurgiões-dentistas também são acometidos por este mal, fato registrado cientificamente em trabalhos nacionais e internacionais.



As bases científicas sobre DORT e os fatores que influenciam este estado mórbido estimularam as acadêmicas Fredne Rocha, Lauricelia Barbosa e Whandermary D´Aguiar, do curso de Fisioterapia das Faculdades Cathedral, a desenvolveram uma investigação que culminou no trabalho de conclusão de curso sobre os indicadores de DORT entre os cirurgiões-dentistas da cidade de Boa Vista.
Dentre os dados importantes e que influenciam diretamente no aparecimento da DORT, destaca-se que 53% dos entrevistados trabalham mais de 8 horas por dia, 28% afirmaram trabalhar 8 horas e 19% 6 horas de atendimento aos pacientes, portanto, definindo uma jornada de trabalho pesada. A grande maioria (97%) afirmou que executa o trabalho a quatro mãos, fato que minimiza o surgimento da DORT.
Um total de 56% dos cirurgiões-dentistas quando questionados sobre pausas entre os atendimentos, responderam que não o fazem. Questionados sobre os alongamentos, 75% afirmam que não realizam. A atividade física foi perguntada, obtendo-se como resposta que somente 41% desenvolvem-na contra 59% de sedentários.
A investigação das causas de dor, se presentes, também foi parâmetro questionado. Nos últimos 12 meses, somente 20% relataram ausência de dor, 34% dos entrevistados não procuraram ajuda, 20% tiveram um diagnóstico de lombalgia, 13% receberam o diagnóstico de DORT, 7% por cento com hérnia de disco e 6% ainda não possuem um diagnóstico concluído.
Em entrevista ao CRO/RR, a professora Denise Rasia, mestre em Ergonomia, avaliou os resultados destacando que a excessiva jornada sem pausas, ausência de alongamento e/ou exercício físico, entre outros fatores de organização do trabalho, são fatores contribuintes para o desenvolvimento da DORT. “A DORT inicialmente é silenciosa. Quando diagnosticada em um grau avançado trás sérios danos, principalmente à vida profissional, já que os dentistas, em sua grande maioria, são autônomos, além de influenciarem a vida pessoal, pois é difícil para o familiar entender que além da dor, a diminuição da força também está presente, impedindo assim, atividades comuns, como se pentear ou segurar um copo. Por fim, todos esses fatores atacam psicologicamente o paciente que se sente impotente diante da doença”, explica.
Os trabalhos apontam algo satisfatório para os cirurgiões-dentistas de Boa Vista, o trabalho a quatro mãos que diminui o risco. “Não basta somente um equipamento que atenda às exigências ergonômicas e a presença do auxiliar, este deve ser bem treinado para efetivamente cumprir o trabalho a quatro mãos. Além disso, a jornada de trabalho deve ser organizada de tal forma que permita um descanso físico e mental, mesmo que em um curto espaço de tempo entre os pacientes”, acrescenta a professora Rasia.





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Fonte: Jornal do CRO/RR - Boa Vista, janeiro de 2009. p. 7.

RISCOS NO TRABALHO DE CIRURGIÕES-DENTISTAS: INFORMAÇÕES E PRÁTICAS REFERIDAS

ANDRÉA VAOSPASSE COCCO FARIA

ORIENTADOR: WILLIAM WAISSMANN


RESUMO

A bibliografia reconhece a existência de diferentes riscos na profissão de cirurgião-dentista, quais sejam: riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos ou riscos de acidentes. Este trabalho estuda a relação entre formação/informação referidas pelos cirurgiões-dentistas sobre riscos relacionados a esta profissão, e o que estes profissionais referem realizar efetivamente na prática diária. Utilizando um questionário semi-estruturado, cinqüenta cirurgiões-dentistas foram entrevistados em alguns diferentes municípios do Estado do Rio de Janeiro. Os resultados revelaram que os cirurgiões-dentistas não parecem possuir mais próxima e diversificada noção dos diferentes riscos que envolvem a sua atividade profissional, embora é provável que haja uma maior concentração de informações e práticas de proteção, por parte dos cirurgiões-dentistas, envolvendo principalmente riscos biológicos, em detrimentos de outros riscos, tais como os riscos químicos e os físicos, além do fato de determinados riscos de acidentes, tais como lesões pérfuro-cortantes serem de certa forma vistos como inevitáveis e/ou inerentes à profissão . Além disso, o tempo de formado mostrou-se estatísticamente significativo ( alfa menor que 1%) em relação ao tipo de risco focado pelos entrevistados. Cirurgiões-dentistas com menor tempo de formado referiram maiores informações e práticas de proteção em relação a riscos biológicos, do que os com maior tempo de formado, o que pode estar associado à eclosão da epidemia da AIDS, conforme afirmado por alguns autores. Da mesma forma, os riscos mais focados pelos profissionais com maior tempo de formado pode estar associado ao advento dos raios X e sua inicial utilização indiscriminada.

Fonte : cepis.ops-oms.org

terça-feira, 24 de março de 2009

O ABSENTEÍSMO ODONTOLÓGICO NA EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS

CARINA ARBS PAIVA DE SOUZA
ANA LÚCIA FERREIRA MENDES


Resumo
A proposição desse trabalho foi verificar e descrever quanti-qualitativamente o absenteísmo de causa odontológica entre os empregados da Administração Central e Diretoria Regional de Brasília da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, relacionando as principais variáveis: sexo, idade, ocupação, escolaridade e Classificação Internacional das Doenças. Numa amostra de empregados, que tiveram atestados odontológicos registrados no período de janeiro a dezembro de 2006, foram realizadas visitas de observação ao ambiente de trabalho e análise do processo de produção dos setores envolvidos, além da aplicação de questionário com a finalidade de verificar os possíveis fatores causadores de agravos à saúde do trabalhador. O número de dias de afastamento por motivo odontológico na Diretoria Regional foi maior que na Administração Central em 2006. Homens se afastaram mais em ambos os setores e a extração via alveolar foi o motivo que mais afastou empregados. Verificou-se que existe uma dificuldade de relacionar condição de trabalho com danos à saúde oral. Estima-se que, com a introdução do odontólogo do trabalho, a inclusão da odontologia no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PCMSO e o conhecimento e conscientização dos trabalhadores será possível a obtenção de resultados ainda mais satisfatórios.

Fonte: unb.br

O IMPACTO NA QUALIDADE DE SAÚDE BUCAL DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS

JULIANA MARINHO OLIVA
MARIA RITA ARAÚJO LIMA ABRÃO

Resumo

Esta pesquisa avaliou as condições de saúde bucal e o impacto na qualidade de saúde bucal dos empregados lotados no Centro de Tratamento de Encomendas (CTE) dos Correios, bem como o grau de satisfação através do Programa Preveniu, Sorriu!, a partir de 2005. Foi aplicado um questionário e avaliados os prontuários dos empregados inseridos no Programa Preveniu, Sorriu! Foram analisados 49 questionários e 45 prontuários, sendo que os resultados sugerem aceitação do programa preventivo por parte dos empregados, o que pode ser comprovado através do grau de satisfação. Entretanto, observa-se que ainda é necessário melhorar o acesso dos empregados às atividades do programa, com o simples aumento do número de profissionais, o que facilitaria e agilizaria o atendimento odontológico dos Correios.

Quem sou eu

Joinville, Santa Catarina, Brazil
Por Ricardo Toscano, Cirurgião-Dentista graduado pela Unifal, especialista em odontologia do trabalho pela UFSC, mestre em odontologia area de concentraçao em implantodontia cirurgica/protetica pelo Instituto latino Americano de Pesquisa e Ensino Odontologico,reabilitador oral clinico. Responsável técnico pelo Instituto Odontologico Toscano. Notícias,ferramentas e artigos na área de Reabilitação Oral com ênfase na interdisciplinaridade e multidisciplinaridade.