terça-feira, 4 de novembro de 2008

OSHAS 1800 odontologia do trabalho

OSHAS 18000

História

O direito à saúde do trabalhador vem evoluindo desde as primeiras anotações sobre doenças do trabalho e sua relação com o ambiente, na Roma antiga, no Renascimento, na Alemanha, na Itália em 1700 com Ramazzini, com descrições detalhadas de pneumoconioses, estresse, neuroses e lesões por esforços repetitivos, ente outras.

Em 1802 a Inglaterra aprovou a primeira lei de proteção aos trabalhadores, a Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes, que estabelecia limite de doze horas por dia, proibia trabalho noturno, obrigava os empregadores a lavar a fábricas e tornava a ventilação obrigatória.

O “Factory Act”de 1833, aplicava-se a todas as empresas da Inglaterra e proibia mais de 69 horas semanais; exigia escolas para menores de 13 anos; exigia idade mínima de 9 anos para o trabalho e já obrigava a existência de um atestado médico para o trabalho.

Em 1884, na Alemanha, as primeiras leis de acidente do trabalho surgem, estendendo-se a outros países até chegar ao Brasil em 1919, com o decreto legislativo número 3.724.

Hoje a Legislação Ambiental e as NRs – Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho, entre outros requisitos legais, obrigam as empresas a implementar inúmeros programas, atividades e serviços, como o PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, o PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, a CIPA, o SESMT, o Programa de Atendimento a Emergências, e muito mais. Fora todas essas obrigações, as organizações de grande porte devem também desenvolver programas corporativos, em suas várias unidades operacionais.

Tanto os programas exigidos pela legislação como os programas corporativos são implementados de forma isolada, com pouca participação de outras pessoas além dos especialistas saúde e segurança do trabalhador, bem como não são adequadamente sistematizados nem através de um Sistema de Gestão. A implantação de um sistema baseado na OSHAS 18001 ajudará a organização a difundir conceitos, identificar problemas e implementar corporativamente ações corretivas, facilitando muito o atendimento a legislação e demonstrando comprometimento com a saúde dos funcionários.

Fonte: Comexito

OSHAS e ISO na odontologia do trabalho

Novas especialidades




Os 97 especialistas em Odontologia do Trabalho aprovados em concurso pelo CFO têm pela frente um mercado extremamente promissor. Mas o impulso fundamental só virá com a aprovação do projeto de lei 3.520/04, que regulamentará esta especialidade entre as normas do Ministério do Trabalho.
Pouca gente sabe que para alguns profissionais a saúde bucal representa um diferencial no ambiente de trabalho. Uma gotícula de saliva, por exemplo, pode ser o suficiente para eletrocutar um funcionário que trabalhe com fios de alta tensão. É por isso que muitas empresas valorizam o serviço do cirurgião-dentista ocupacional, fortalecendo a nova especialidade, embora a legislação ainda não a torne obrigatória nos ambientes de trabalho.

Devido à variedade de doenças do trabalho que trazem conseqüências bucais, o Conselho Federal de Odontologia aprovou em setembro de 2001 a nova especialidade Odontologia do Trabalho que hoje já conta com 97 profissionais aprovados em concurso, defesa de memorial e comprovação de cargo no magistério.

A área de atuação da especialidade vai da realização de exames odontológicos para fins trabalhistas até o planejamento de programas de educação sobre acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, a identificação e a vigilância dos fatores ambientais que constituem riscos à saúde bucal no trabalho e o assessoramento técnico em segurança, ergonomia e higiene do trabalho.

A resolução CFO n° 22 de 2001, artigo 30 realça o compromisso com “a busca da compatibilidade entre a atividade laboral e a preservação da saúde bucal do trabalhador”. Desde então, a Associação Brasileira de Odontologia do Trabalho (ABOT) procura promover atuação estratégica do CD na saúde ocupacional.

O I Seminário Nacional de Odontologia do Trabalho, organizado pela ABOT, teve a participação e o apoio do presidente do CFO, Miguel Nobre, do presidente do CRO-RJ, Outair Bastazini e do deputado Vanderlei Assis (PP-SP). O evento foi realizado em agosto, na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ), e contou também com a presença do secretário-geral do CFO, Marcos Santana, que palestrou sobre a contribuição técnica que a classe pode dar aos projetos de lei em favor da saúde bucal da população brasileira.

A ABOT está atenta ao processo de aprovação da lei que regulamentará a Odontologia do Trabalho em nível federal. Se o projeto de lei 3.520/04 (de autoria do deputado Assis) for aprovado, a presença do profissional será legalizada conforme a norma quatro do Ministério de Trabalho (NR-4), que obrigará as empresas a contratar um odontologista ocupacional segundo o nível de perigo do ambiente de trabalho e o número de funcionários.

Perfil mais flexível

A atuação do especialista em Odontologia do Trabalho não está restrita ao consultório dentário, logo o profissional deve ser mais flexível. “Temos que ter uma visão holística, não nos restringindo só ao paciente. São muitos fatores envolvidos, como as condições de trabalho e a relação com a empresa”, afirma a especialista Márcia Okano.

Para o CD Henrique da Cruz Pereira, a aprovação da especialidade é o cumprimento, pela Odontologia, de mais um papel social. “São muitas as doenças ocupacionais que põem em risco a saúde bucal e pedem que se aborde o ambiente de trabalho com diagnóstico e redução de riscos”, comenta Pereira.

Para o especialista Rafael Arouca, a Odontologia do Trabalho influi no desenvolvimento social e econômico do país. “Com mais qualidade de vida, ela eleva a capacidade de produção e geração de riqueza”, explica o CD. Pereira concorda. “O alto índice de doenças bucais na população ativa traz conseqüências econômicas diretas na estabilidade do setor industrial e de serviços”.

Mercado promissor

Eliana Cozendey, coordenadora do I Seminário Nacional de Odontologia do Trabalho e uma das fundadoras da ABOT, crê que a regulamentação aumentará a demanda pela nova especialidade. Ainda assim, ela diz que os empresários já procuram CDs ocupacionais para destacar um compromisso social com o funcionário. A Odontologia do Trabalho ajuda empresários a obter selos de qualidade como a OSHA 18.001 (qualidade de saúde e segurança ocupacional), ISO 9000 (gerenciamento da empresa), ISO 14000 (gestão ambiental) e AS 8000 (responsabilidade social).

A Petrobrás e a CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista) já se preocupam com a saúde bucal de seus funcionários. No primeiro caso, o funcionário que se encontra em plataformas marítimas geraria alto custo para ser desembarcado por problemas de saúde, sem contar o prejuízo pela falta de mão-de-obra especializada. Já a CTEEP possui há 15 anos um programa de Odontologia do Trabalho, minimizando o desconforto de funcionários em cargos de risco.

Em ambas as empresas, o CD ocupacional faz exames periódicos nos funcionários, diagnostica os problemas e orienta-os para um tratamento na rede credenciada da firma. “Seria impossível para um CD tratar todos os funcionários de empresas como a Petrobras e a CTEEP, e mesmo assim, essa não é a sua função”, afirma Eliana. “O CD ocupacional está sempre vigiando os riscos do funcionário no trabalho”, diz ela. E acrescenta: “O CD da rede credenciada pode não associar os problemas dos dentes de um paciente com a exposição ao mercúrio durante o manuseio de lâmpadas, por exemplo”.
Eliana diz também ser importante informar os empresários que um funcionário doente pode ser tratado sem deixar suas funções. Muitos trabalhadores não conseguem emprego ou são demitidos pelas condições de seus dentes. “A Odontologia do Trabalho ajuda as empresas a administrar a saúde de seus funcionários com exames e informação”, conclui a CD.

A importância da regulamentação

As empresas que admitam trabalhadores estão obrigadas a implantar o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO – que contém os exames para fins trabalhistas. Porém, esse programa limita os exames às avaliações médicas, uma vez que o cirurgião-dentista não está inserido na NR-4. Esta norma trata basicamente dos componentes da equipe multidisciplinar responsável pela segurança e saúde de funcionários. Também estabelece quais as empresas obrigadas à apresentação de uma equipe de acordo com o risco.

O profissional pode atuar, por exemplo, planejando o PCMSO dentro do setor privado. Através dos exames, o CD/gestor criaria uma demanda pelo tratamento da saúde bucal fora da empresa. Segundo o professor da Faculdade de Odontologia da USP e autor do livro “Odontologia do Trabalho”, Luiz Mazzilli, a especialidade melhora a qualidade de vida do funcionário ao mesmo tempo que “movimenta o mercado público e privado da saúde bucal”.

No entanto, essa área ainda está “desatendida”, pois falta ao médico o conhecimento específico sobre risco ambiental nas doenças bucais. Eliana Cozendey concorda: “Podemos observar, na Odontologia do Trabalho, uma lacuna entre as práticas da saúde bucal e o campo da saúde do trabalhador”.

Fonte: CFO

Significado ISO

Embora popularmente se acredite que a expressão "ISO" é um acrónimo de "International Standards Organization", na realidade o nome originou-se da palavra grega "ἴσος" ("isos"), que significa igualdade. Evita-se com isso que a organização possua diferentes acrônimos em diferentes idiomas, já que em inglês, o acrônimo seria IOS ("International Organization for Standardization"), em francês OIN ("Organisation internationale de normalisation"), e assim por diante. A escolha do nome "ISO" reflete assim o objetivo da organização, ou seja, a padronização entre as diversas culturas.

Fonte: ABNT

ISO na odontologia do trabalho

Algumas normas ou standards importantes da ISO:

ISO 31 Tamanhos e unidades
ISO 1000 Unidades SI e recomendações para o uso de seus múltiplos e de algumas outras unidades
ISO 216 Formatos e dimensões de papel - série A e B
ISO 269 Formatos e dimensões de envelopes
ISO 639 Códigos para representação de nomes de línguas
ISO 1337 Padronização para linguagem de internet
ISO 2108 ISBN - Sistema internacional de identificação de livros
ISO 3166 Códigos de países e subdivisões
ISO 4217 Códigos de moeda
ISO 5218 Convenção numérica para representação de sexos
ISO 5800 Sensibilidade das películas fotográficas
ISO 7810 Normas para cartões ID-1,ID-2 e ID-3 (de identificação, bancários, passaporte, carta de condução)
ISO 7811 Métodos de gravação em cartões ID1
ISO 7813 Características adicionais de cartões ID-1
ISO 7816 Cartões ID-1 com micro circuitos integrados
ISO 8601 International Standard Date and Time Notation
ISO 8859 Codificação de caracteres em fontes, as quais incluem o ASCII (p.ex. ISO-8859-1, ISO-8859-2)
ISO 8879 Standard Generalized Markup Language (SGML)
ISO 9000 Sistema de gestão da qualidade em ambientes de produção
ISO 9660 Sistema de ficheiros para CD-ROMs
ISO 9899 A linguagem de programação C
ISO 10006 Gestão da qualidade (aplicada em gestão de projetos)
ISO/IEC 10179:1996 Semânticas de Estilo de Documentos e Linguagem de Especificações (DSSSL)
ISO 10646 Universal Character Set (equivalente ao Unicode)
ISO 14000 - ISO 14064 Normas de gestão do ambiente em ambientes de produção
ISO 14772 Virtual Reality Modelling Language VRML
ISO/IEC 14882 A linguagem de programação C++
ISO/IEC 17799 Tecnologia da informação: código de conduta para a gestão da segurança da informação
ISO/IEC 12207 Tecnologia da informação: define processo de desenvolvimento de software

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Qualidade de vida no trabalho

QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO


Nunca, como nos dias de hoje, fala-se tanto sobre qualidade de vida. Abrimos o caderno de imóveis e lá está o anúncio: “venha morar no parque X e tenha mais qualidade de vida”. No caderno de empregos: “indústria Y procura alguém para tal cargo e oferece as seguintes vantagens (tal ...tal ... tal ...) visando uma melhor qualidade de vida”.

Mas, afinal, o que é qualidade de vida? Seria trabalhar em uma das “100 melhores empresas” ou morar em um local longe da cidade, no meio de um parque e rodeado de árvores?

Não, claro que não. Qualidade de vida são escolhas. Escolhas para desenvolver hábitos saudáveis físicos, mentais, emocionais e espirituais. De que adianta malhar na academia três vezes por semana e continuar fumando? Ou morar em um condomínio bucólico e ser um estressado crônico?

Por isso, qualidade de vida é algo individual. Existem pessoas que não conseguem viver em locais distantes e calmos, que não freqüentam academias e que nem por isso deixam de trabalhar com prazer. O que precisamos, em realidade, é saber manter um equilíbrio e não cometer excessos.

Podemos, sim, levar uma vida saudável que abranja as dimensões física, mental, emocional e espiritual, desde que essa seja a nossa escolha. E, se assim decidimos, devemos buscar o máximo de informações sobre como alcançar e manter este equilíbrio.

Claro está que a modernidade trouxe ao ser humano ansiedades, incertezas, confusões, mudanças, etc., e isto está ocorrendo diariamente e de forma muito rápida. Em qualquer atividade humana vive-se sobrecarregado de informações, opções, escolhas que poderão nos comprometer física e mentalmente devido ao estresse que tudo isso acarreta.

No desempenho da nossa atividade profissional, isto não é diferente. Atualmente, em um mundo globalizado como o nosso, trabalha-se em função de uma produtividade cada vez maior em espaços de tempo cada vez menores. A internet diminuiu as distâncias; o mercado trabalha com as pontas dos dedos em um teclado; e isto sem considerar outros aspectos como o downsizing, terceirização, reengenharia, etc. Poder-se-ia até pensar se o melhor não seria se tudo fosse pelos ares para que recomeçássemos de uma forma mais saudável e mais racional.

Mas enquanto isto não acontece e temos que seguir trabalhando, vamos procurar fazê-lo de uma forma mais positiva. E se você não está satisfeito com o seu desempenho e vendo tudo de uma forma negativa, deixo algumas “dicas” para melhorar sua atitude em relação ao seu trabalho:

- trabalhar leva a pessoa a novas descobertas.
- trabalho é como ginástica, quanto mais você faz, mais o trabalho torna a pessoa mais eficiente e capaz de atingir resultados.
- trabalho é um excelente repositório de novas idéias. Portanto, seja o melhor na sua atividade e deixe fluir sua criatividade.
- o trabalho e seus resultados são o seu melhor marketing pessoal.
- o trabalho é ótimo para a mente não ficar infestada de “minhocas”. Quem se ocupa não se preocupa.
- o trabalho tem que lhe fazer sentido. Por isso necessita estar alinhado com seus valores e com sua missão de vida.

E para você melhorar sua relação com o trabalho, atente para estas pequenas regras:

- você precisa gostar do que faz. Trabalho é prazer. Esta é a primeira e a mais fundamental das regras na sua relação com o seu trabalho.
- procure conscientizar-se do seu papel, seus objetivos e suas obrigações. Entenda porque você está onde está.
- corresponda às expectativas. Sua capacidade de entrega é que vai determinar sua competência.
- no início de seu dia de trabalho, planeje e estabeleça as prioridades a serem cumpridas. Ao final do dia sua auto-estima estará em alta.
- estabeleça um limite para as horas de trabalho e mantenha-se fiel a ele.
- se você vai trabalhar até mais tarde, pergunte-se se tais tarefas não poderiam ser concluídas no dia seguinte e de forma mais eficaz.
- não somos perfeitos. Portanto, devemos reconhecer nossos potenciais e nossas limitações. Devemos ter a humildade suficiente para reconhecer nossos pontos fortes e fracos.
- sorria sempre. Bom humor é uma grande arma para ganhar a simpatia das pessoas.
- aprenda sempre. As coisas mudam rapidamente e o que é bom hoje, amanhã já estará ultrapassado.
- pratique aquilo que aprender. De nada adianta você fazer cursos e workshops, freqüentar eventos e congressos se isto não lhe trouxer resultados práticos.
- tenha sempre uma atitude positiva. Quem é pessimista, reage negativamente a qualquer coisa nova ou espera maus resultados de tudo, nunca irá crescer como ser humano.
- aprenda a dizer NÃO. Não vá além dos seus próprios limites.
- acostume-se a vencer as crises. Elas são inevitáveis. Mas sempre representam grandes oportunidades para o nosso crescimento. E, ao supera-las, comemore a vitória alcançada.
- realize cada tarefa como se fosse a última coisa a fazer na vida. “Ponha toda a tua alma, todo o teu ser e toda a tua vida no ato que estás praticando” (princípio Zen).

Para finalizar, procure não fazer aquilo que você não gosta apenas por causa do dinheiro ou do status, como muitos fazem e acabam não alcançando prazer e felicidade em seu trabalho. É preferível não fazer nada do que fazer mal feito.

Portanto, mude! Veja o que é necessário para que você goste ..., gostar, não, amar de paixão o seu trabalho. Ou então, mude de atividade. Para que você possa ser (mais) feliz!


Fonte: Dr. Luiz Roberto G. Fava Cirurgião – Dentista, Especialista em Endodontia

ISO-RH para o colaborador

ISO-RH para o colaborador.
Qualidade de Vida - Artigos
por Luiz Roberto Fava
18-Jan-2006
Novas tecnologias ... Globalização ... Tudo muito rápido. É assim que o mundo atual caminha. O progresso tecnológico tem feito indústrias e empresas trabalharem com mais qualidade no que diz respeito aos seus serviços e produtos. Para serem competitivas ou melhor, hiper-competitivas, faz-se necessário que seus produtos e serviços sejam reconhecidos por algum órgão internacional, o que vai facilitar seu comércio em outros mercados.

Parabéns! Sua empresa recebeu uma certificação ISO.

Em mercados competitivos, a qualidade dos produtos e serviços é fundamental. No Brasil, cerca de 8000 empresas já receberam alguma versão ISO, enquanto, no mundo, já são cerca de 562000 certificados emitidos.

Mas, como estará o outro lado? Se o selo de qualidade é útil para que a empresa viva e sobreviva dentro de uma trajetória competitiva, ele também implica em um comprometimento cada vez maior de seus colaboradores para atender as metas que tal certificação exige. Segundo a psicóloga Ana Maria L. França, "vive-se uma guerra de metas no interior das companhias".

Cumpre ressaltar que de nada adianta o certificado ISO se a empresa não mudar sua maneira de gerir seu negócio, principalmente passando a ver seus colaboradores como seres humanos e não como peças da produção ou da prestação de serviços. O ISO, de per si, é insuficiente para causar mudanças importantes em uma companhia.

Enfim, todo este processo pode causar nos colaboradores uma diminuição das atividades físicas, do seu lazer e de sua qualidade de vida como um todo. Isto poderá acarretar o desenvolvimento e/ou o aumento de hábitos deletérios para a saúde, como tabagismo, alcoolismo e o uso de tranqüilizantes e outras drogas, lícitas ou não.

Também podem ser citadas doenças como diabetes, hipertensão, obesidade, lesões por esforço repetitivo (LER), asma ocupacional, desordens mentais e morte súbita.

Aliado aos fatores acima descritos, a falta de concentração e a morosidade na realização de tarefas acabam diminuindo o rendimento profissional, o que afeta de forma negativa sua carreira e o desempenho global tanto de sua equipe como de sua empresa. Mas, o desenvolvimento de níveis elevados do estresse negativo (distress) talvez seja o fator mais significativo em todo este quadro.

Finalmente, aumentam os níveis de absenteísmo e de presenteísmo, o que gera prejuízos tanto para o colaborador como para a empresa.

Os prejuízos para o colaborador incluem:
afastamento, mesmo temporário, do emprego;
risco de perda do emprego;
imobilização de um familiar em casa para acompanhar nas visitas ao médico e ajudar no tratamento;
queda no rendimento e na produtividade;
problemas emocionais causados pelo quadro clínico atual.
Já para a empresa, os prejuízos traduzem-se em:

apoio ao colaborador;
perda de horas de trabalho;
perda material provocada pela substituição, mesmo temporária, do colaborador doente;
redução da produtividade pelo colaborador substituto;
custo de seleção, contratação e treinamento do substituto;
custo de demissão do substituto, no retorno do colaborador;
diminuição da produtividade, temporária ou não, do colaborador recuperado.
Dentre as várias causas que podem gerar riscos à saúde, podem ser citadas:

administradores autoritários e autocráticos;
um ou vários chefes;
ausência de líderes;
aumento da competitividade;
falta de um ambiente saudável (superlotação, má ventilação e má iluminação,etc);
prazos irreais e demandas excessivas;
sobrecarga de trabalho (produção máxima em tempo mínimo);
assédio moral;
assédio sexual;
violência psicológica (amedrontamento, ofensas e intimidações por parte de colegas e chefes, intrigas e fofocas);
medo de ficar desempregado;
"puxações de tapete";
medo de não cumprir a tarefa;
falta de motivação (síndrome do burnout - não fazer o que gosta).
Todas estas causas podem gerar inúmeros efeitos sobre os aspectos físicos, mentais e emocionais do indivíduo, tais como: intranqüilidade, excesso de preocupação, descuido da aparência, baixa auto-estima, vários tipos de doenças, angústia, dificuldade no relacionamento pessoal e profissional, redução na produtividade, redução na qualidade do trabalho realizado, faltas ao trabalho, aumento do número de acidentes e erros, discussões ou demonstrações de irritabilidade, comentários maliciosos sobre outros funcionários, desconfiança, atrasos constantes, estado de humor sempre negativo, dificuldade de concentração, estado de alerta constante, dificuldade para dormir e relaxar, depressão, vontade de "se enfiar em um buraco e sumir" e tantas outras.

O que não deve ser esquecido é que existem profissões que apresentam maiores riscos de estresse do que outras, assim como existem pessoas mais predisponentes ao estresse do que outras. Entre as profissões mais estressantes podem ser citadas: policiais, controladores de vôo, motoristas de ônibus urbanos, profissionais de saúde, executivos, bancários, mergulhadores de poços de petróleo e indivíduos que trabalham em área diferente daquela para a qual se formaram.

Francisco Lemos afirma que a gravidade dos fatores do estresse são três:

as características formais das exigências do ambiente;
a qualidade das respostas emocionais geradas no indivíduo para encarar estas exigências
o processo de enfrentamento utilizado pelo indivíduo na troca estressante, sendo o fator-chave a interpretação, a avaliação ou o julgamento que a pessoa faz do evento estressante.
Para mais, o autor afirma que:

o excesso de trabalho, como gerador de estresse, vai depender do potencial individual do colaborador e dos recursos de enfrentamento. Quanto mais hábil para enfrentar, menos estresse;
o tipo de trabalho, ao longo do tempo, provoca uma sobrecarga no indivíduo. Quanto maior o esforço que o trabalho exige, maior a probabilidade de estresse;
a maneira de exercer o trabalho é a mais significativa. Depende mais do indivíduo do que o trabalho em si.
Nos Estados Unidos, 90% dos colaboradores já passaram por uma situação altamente estressante.No Japão, o país mais estressado do mundo, 10000 colaboradores morrem anualmente por excesso de trabalho. Estima-se que nos países industrializados, 51% das doenças degenerativas tem origem nas causas acima relatadas. Nas empresas, elas respondem por 70% da incidência de doenças e 50% dos gastos com assistência médico-hospitalar. Em uma pesquisa realizada pela Mercer Human Resourse Consulting mostrou que, das 335 empresas pesquisadas, 35% delas direcionavam apenas 9% da folha de pagamento para as despesas de saúde.

Entretanto, este quadro já está mudando. Muitas corporações já estão investindo no desenvolvimento de programas de saúde dirigidos a seus colaboradores, buscando uma melhor performance, menor índice de absenteísmo e de presenteísmo e redução de despesas. As empresas estão percebendo que o seu maior patrimônio reside nas pessoas que trabalham com elas e para elas e que somente a capacitação intelectual de seus colaboradores não é o bastante.

Nos dias de hoje, muitas empresas estão investindo na saúde de seus colaboradores, com resultados altamente satisfatórios. Tanto a empresa como seus funcionários acabam lucrando com esta mudança.

Para a empresa, o lucro traduz-se em aumento da produtividade, deminuição de absenteísmo e do presenteísmo, diminuição do número de acidentes, diminuição do turn over e redução das despesas médicas. Já, para o colaborador, os benefícios são: alívio do estresse, melhoria da postura, ter seu interesse despertado para a prática de hábitos saudáveis, maior interesse para a prática de alguma atividade física, alívio de dores musculares, mais disposição e maior motivação para o trabalho, melhoria no relacionamento interpessoal e maior poder de concentração.

Estima-se que nas empresas o desenvolvimento de um programa direcionado à saúde propicie um retorno financeiro de 3 a 5 vezes sobre a verba aplicada na implantação de tal programa.

A Dupont (Estados Unidos) já implantou mais de dez programas direcionados à saúde e qualidade de vida de seus colaboradores. Conseguiu uma diminuição de 13% nos custos de assistência médico-hospitalar após um ano. A General Electric (Estados Unidos) já atingiu um retorno financeiro de 6 para 1, empregando programas relacionados aos aspectos físico-mentais, sociais e ambientais. Empresas nacionais, como o grupo Pão de Açúcar, Elektro, Natura e outras tantas, já adotaram programas direcionados à saúde global de seus colaboradores.

Um programa completo para ser implantado sempre parte de um diagnóstico para ser adequado à realidade da empresa e de seus colaboradores. Isto pode incluir:

ginástica laboral, exercícios de aquecimento, alongamento e relaxamento realizados antes, durante e após o expediente;
condicionamento físico, visando uma mudança no estilo de vida, redução dos fatores de risco à saúde e desenvolvimento da capacidade física geral dos indivíduos;
ginástica para executivos, exercícios de condicionamento físico para pequenos grupos de forma personalizada;
avaliação física, junto com o exame médico, com o objetivo de avaliar a condição física atual para compara-la com as avaliações posteriores;
palestras relacionadas aos temas como benefícios que podem ser conseguidos com a atividade física, mudanças no estilo de vida e melhoria da qualidade de vida;
sala de fitness, instaladas no espaço físico da corporação com o intuito de melhorar o condicionamento físico dos colaboradores;
realização de eventos esportivos e de lazer, objetivando a aproximação das pessoas, melhoria nas relações humanas e integração entre os diferentes setores da empresa;
práticas esportivas, onde os colaboradores poderão se iniciar em esportes como futebol, vôlei, tênis, etc.
Outros tipos de tratamentos relaxantes já se tornaram rotineiros em várias empresas.

Hoje em dia, várias clínicas, esteticistas e empresas já prestam serviços diretamente em corporações para aplicar terapias antiestresse nos colaboradores. Estes tratamentos incluem: vários tipos de massagem (massagem, quick massage,shiatsu, anma), sessões de RPG (Reeducação Postural Global). reflexologia, reiki, cromoterapia, aromaterapia, escalda-pés em um mini-ofurô, ioga e meditação. Já, os serviços estéticos incluem manicure, pedicure, drenagem linfática facial e corporal e ultra-som para combater a celulite.

ependendo do diagnóstico final, poderão integrar a equipe destes programas outros profissionais, como psicólogos e nutricionistas.

Também deixo algumas sugestões para que cada colaborador possa melhorar seu rendimento:

buscar o equilíbrio e evitar os excessos;
desenvolver uma auto-estima positiva;
ser honesto com os próprios sentimentos, comportamentos e pensamentos;
trabalhar de forma satisfatória e investir nisso;
ter uma vida com mais tempo para a família;
ter uma filosofia de vida coerente; e,
respeitar os limites e limitações impostas pelo tempo, espaço, corpo, consciência e pela vida em si.
Uma certificação deve trazer mudanças administrativas, gerenciais e de recursos humanos. Tais mudanças organizacionais são fundamentais para que haja melhorias nos seus produtos e serviços assim como melhorias nos aspectos físicos, mentais e emocionais de seus colaboradores.

Por fim, faço a seguinte sugestão para empresas certificadas e que tenham desenvolvido programas de atenção à saúde de seus colaboradores. Se o resultado foi positivo e houve o retorno esperado, que esta empresa parabenize e forneça um certificado ISO-SH para cada funcionário que atingiu os objetivos visados.

Um ISO para Seres Humanos que, afinal, todos nós somos.

ABSENTEÍSMO OU PRESENTEÍSMO: QUAL O MAIOR CUSTO?

ABSENTEÍSMO OU PRESENTEÍSMO: QUAL O MAIOR CUSTO?No passado, a perda na produtividade esteve sempre e tão somente associada às faltas dos funcionários ao trabalho. Hoje, no entanto, já sabemos que a queda na produtividade ocorre inclusive quando se comparece à empresa com algum problema de saúde, e que doenças crônicas tanto produzem impacto significativo, como aumentam os custos da assistência médica.

Estamos falando do presenteísmo, termo pouco conhecido e usado para designar aquela situação na qual uma pessoa embora esteja no trabalho, em razão de algum problema de saúde não consegue trabalhar plenamente. Não se trata, pois, de má-fé, tampouco de “má-vontade”. Parte-se do princípio de que os funcionários levam a sério o trabalho e que a maioria deles, se possível, pretende seguir trabalhando.

Como o presenteísmo nem sempre é aparente, muitos pesquisadores têm se dedicado ao tema e já afirmam que esse chega a ser um problema muito mais oneroso do que outro redutor de produtividade, o absenteísmo, este caracterizado pela ausência espontânea ou forçada do empregado, por doença ou qualquer outro motivo.

Com freqüência, os problemas médicos na raiz do presenteísmo não são de alta gravidade, tendo em vista que o trabalhador continua a freqüentar a empresa. Costumam se resumir a doenças crônicas ou episódicas tais como alergias sazonais, asma, enxaqueca, dor nas costas, artrite, problemas gastrointestinais, cólicas menstruais e depressão.

Todavia, justamente essas doenças, que as pessoas levam consigo ou adquirem no trabalho, costumam ser responsáveis por uma perda maior da produtividade, seja porque afetam o volume de produção, seja porque afetam sua qualidade.

Empresas estrangeiras já reconheceram o problema e começaram a tentar combatê-lo. Nos EUA, estudos amplamente divulgados na última década tentaram quantificar o impacto das doenças em geral sobre a produtividade e chegaram a conclusão de que o custo total do presenteísmo por lá é da monta de mais de US$ 150 bilhões ao ano.

Corroborando com a tese de que o presenteísmo é muito mais oneroso do que o absenteísmo em virtude de doenças, a revista British Medical Journal publicou recentemente um estudo destinado a analisar licenças médicas de curta duração, condição de saúde e risco de doenças cardiovasculares entre cerca de 10.000 trabalhadores da área pública.

Os pesquisadores identificaram risco duas vezes maior de doenças coronarianas sérias entre funcionários com baixa condição de saúde e sem faltas ao trabalho quando comparados aos profissionais que apresentavam quantidades moderadas de licenças médicas. A partir disso, concluíram que aqueles que trabalhavam, mesmo doentes, apresentaram maior risco de doenças cardiovasculares e que tal condição, estaria ligada a questões como: (i) trabalhar nessas condições pode agravar o dano psicológico, com conseqüências hormonais e/ou físicas (ii) pode haver agravamento do estresse que passa a atuar em doenças que ainda não se manifestaram ou que estejam em estado inicial; (iii) tal comportamento pode estar associado a uma postura pessoal na qual os sintomas e as questões relativas ao estilo de vida são ignorados e, por isso, a pessoa não procura apoio.

O grande desafio é, desde logo, conseguir determinar o nível da ocorrência de problemas de saúde que prejudicam o desempenho dos funcionários, quantificar a perda de produtividade daí resultante e combater essa queda com medidas de boa relação custo/benefício.

As palavras chaves para o controle da questão são, em resumo: conscientização (dos gestores sobre o problema); identificação (dos problemas de saúde específicos que afetam os funcionários); orientação e educação (programas preventivos).

Os programas de detecção de doenças e de prevenção são indispensáveis nesse processo.

Quem sou eu

Joinville, Santa Catarina, Brazil
Por Ricardo Toscano, Cirurgião-Dentista graduado pela Unifal, especialista em odontologia do trabalho pela UFSC, mestre em odontologia area de concentraçao em implantodontia cirurgica/protetica pelo Instituto latino Americano de Pesquisa e Ensino Odontologico,reabilitador oral clinico. Responsável técnico pelo Instituto Odontologico Toscano. Notícias,ferramentas e artigos na área de Reabilitação Oral com ênfase na interdisciplinaridade e multidisciplinaridade.