segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Site e blog referencia em odontologia do trabalho

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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Quais os principais problemas ergonômicos encontrados nos postos de trabalho das indústrias de confecção?

Entre os principais problemas ergonômicos relacionados às condições de trabalho na indústria de confecção, principalmente as de pequeno e médio porte, podem-se citar:
Alto índice de ruído – as consequências psicológicas devido à exposição constante ao ruído (provocado pelas máquinas) são caracterizadas por sintomas psicossomáticos e neuróticos como nervosismo, falta de atenção e irritabilidade. Ocorrem ainda danos físicos, como a perda auditiva temporária ou permanente (surdez) dos trabalhadores;
Postura inadequada – a adoção de posturas desconfortáveis pelos trabalhadores ocorre principalmente devido ao mobiliário e equipamentos (máquinas) obsoletos e não projetados de forma ergonomicamente correta. No caso da postura sentada, uma boa cadeira deve oferecer: altura do assento regulável, borda inferior arredondada, assento estofado e também ser giratória para evitar torções do tronco;
Sobrecarga muscular – a realização de movimentos rápidos, repetitivos e contínuos pode levar a dor muscular e lesões ocupacionais (LER/DORT);
Ritmo intenso de trabalho – o tempo gasto para a realização de cada atividade nunca deve ser muito curto, pois pode provocar a fadiga muscular e a alienação mental;
Iluminação deficiente – uma boa iluminação é importante para evitar esforço visual excessivo, minimizando a ocorrência de erros e acidentes do trabalho e aumentando o rendimento do trabalhador. Segundo a NBR 5413/92, a iluminação para a área de trabalho em uma indústria de roupas pode variar de 750 a 1500 lux (unidade de medida da luz) no posto de costura;
Ventilação inadequada – de acordo com a Norma Regulamentadora N° 15 (NR-15), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o posto de trabalho de uma costureira é considerado uma atividade de médio esforço, portanto temperaturas elevadas são inadequadas ao ambiente de trabalho, diminuindo a tolerância do trabalhador a atividade física e mental.

Como a ergonomia pode transformar o posto de trabalho?

Como a ergonomia pode transformar o posto de trabalho?
A análise e intervenção ergonômica em um posto de trabalho devem considerar o indivíduo como o centro da atividade laboral. A análise ergonômica do trabalho gera resultados que podem ser aplicados no design (desenho) de postos de trabalho que possam reduzir as exigências sobre o corpo do trabalhador, melhorar as condições de trabalho e aumentar a produtividade.
O conhecimento de como os locais de trabalho afetam o desempenho, a fadiga, o desgaste e os danos físicos causados aos trabalhadores, é parte essencial da análise ergonômica de um posto de trabalho.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (2002) a Análise Ergonômica do Trabalho (AET) é um processo construtivo e participativo que visa à resolução de problemas complexos através da avaliação das tarefas, da atividade desenvolvida para realizá-las e das dificuldades enfrentadas pelo trabalhador para atingirem o desempenho e produtividade exigidos.
Para se avaliar a adequação ergonômica de um posto de trabalho, devem ser considerados alguns critérios como, por exemplo:
Tempo gasto para a realização de cada tarefa;
Índice de erros e acidentes do trabalho;
Postura adotada pelo trabalhador;
Esforço físico exigido dos trabalhadores para a realização da atividade; etc.

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Dentistas que vicios de postura podem ser evitados?

Que vícios de postura podem ser evitados?
Algumas posturas tais como, permanecer muito tempo parado na mesma posição podem vir a favorecer muito o aparecimento destes vícios – trabalhador em pé, encostado no balcão – favorece o desalinhamento postural e mecânico. Quando sentado, com as pernas cruzadas ou presas debaixo da cadeira, compromete o sistema circulatório de membros inferiores. Ainda sentado, se esticando para alcançar objetos, sem caminhar ou deslocar a cadeira, coloca em risco os discos intervertebrais e a musculatura da coluna. Ressalta-se ainda o manuseio pelos trabalhadores de objetos em prateleiras altas. O principal vício que prejudica a coluna é a adoção de uma postura de flexão (ou seja, inclinar o tronco para a frente) para trabalhar. Mas há também, outras posições inadequadas, como carregar peso em desequilíbrio, em apenas um dos lados do corpo, provocando o desvio lateral da coluna vertebral, o que pode resultar em escoliose ou desequilíbrios e gerar traumas em algum disco intervertebral.

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que é e qual o objetivo da intervenção ergonômica?

O que é e qual o objetivo da intervenção ergonômica?
A intervenção ergonômica é um conjunto de princípios e conceitos que visam realizar as mudanças necessárias para a adequação do trabalho às características, habilidades e limitações dos trabalhadores (VIDAL, 2002). A ação ergonômica deve atender as necessidades das indústrias que buscam soluções tecnológicas ou gerenciais para seus problemas.
Portanto, a intervenção ergonômica visa modificar a situação de trabalho para torná-la mais adequada aos trabalhadores. Diferenciando-se desta forma de estudos e análises de caráter apenas descritivo ou sem comprometimento de fato com as mudanças no trabalho, como a produção de laudos ou diagnósticos apenas acadêmicos.

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Que é a Análise Ergonômica do Trabalho (AET)?

A Análise Ergonômica do Trabalho (AET) é um método de avaliação da adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. É um processo construtivo e participativo para a resolução de um problema complexo que exige o conhecimento das tarefas, da atividade desenvolvida para realizá-las e das dificuldades enfrentadas para se atingirem o desempenho e a produtividade exigidos. Compreende basicamente as seguintes etapas (GUÉRIN et al, 2001):
Análise da demanda – análise e reformulação da demanda, apresentando uma proposta de ação, os meios necessários e os prazos de execução;
Análise da tarefa – análise das condições determinadas pela empresa aos trabalhadores;
Análise da atividade – observação das atividades, com o objetivo de identificar agentes físicos, cognitivos e organizacionais no trabalho;
Caderno de encargos – caracterizado pelo projeto de intervenção ergonômica.

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Como o estudo da Ergonomia pode ser dividido?

Atualmente, a Ergonomia pode ser dividida, basicamente, em três campos de estudo (
Ergonomia física – seu foco são os aspectos físicos da situação de trabalho, incluindo o estudo da postura do trabalhador, manuseio de materiais, movimentos repetitivos, Distúrbios Ósteo-musculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT), projeto do posto de trabalho, segurança e saúde.

Ergonomia cognitiva – trata dos aspectos mentais da atividade laboral, como percepção, memória, raciocínio e resposta motora, que podem afetar as interações entre os indivíduos e seu trabalho.

Ergonomia organizacional – tem como objetivo melhorar a organização produtiva do trabalho. Seu campo de estudo inclui as estruturas organizacionais, políticas e de processos produtivos.

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Quem sou eu

Joinville, Santa Catarina, Brazil
Por Ricardo Toscano, Cirurgião-Dentista graduado pela Unifal, especialista em odontologia do trabalho pela UFSC, mestre em odontologia area de concentraçao em implantodontia cirurgica/protetica pelo Instituto latino Americano de Pesquisa e Ensino Odontologico,reabilitador oral clinico. Responsável técnico pelo Instituto Odontologico Toscano. Notícias,ferramentas e artigos na área de Reabilitação Oral com ênfase na interdisciplinaridade e multidisciplinaridade.