terça-feira, 25 de novembro de 2008

Traumatismo dentário em acidente de trabalho

Traumatismo dentário

Primeiros cuidados merecem atenção especial

Acidentes que causam traumatismos dentários podem levar até a perda permanente de um dente. O que poucos sabem é que isso pode ser evitado. Buscando a diminuição de casos irreversíveis, docentes e alunos da Faculdade de Odontologia da UNESP, campus de Araçatuba, desenvolvem um trabalho de orientação sobre os primeiros cuidados a serem tomados em caso de um acidente envolvendo um trauma dentário. “Avaliamos o conhecimento das pessoas sobre reimplante dentário, orientando-as sobre como proceder em caso de acidente que provoque a remoção completa de um dente, fenômeno conhecido como avulsão dentária”, afirma o cirurgião-dentista Wilson Roberto Poi, docente do Departamento de Cirurgia e Clínica Integrada da FO. “Afinal, o primeiro atendimento normalmente foge ao controle do dentista”, completa.
Pesquisas sobre o tema já foram realizadas pela FO no Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério (Cefam), com estudantes do curso de Educação Física das Faculdades Integradas Toledo Araçatuba, no Corpo de Bombeiros e com dentistas, por meio de aplicação de questionários específicos, seguidos de palestras e publicações da área odontológica. “Concluímos que nem os próprios dentistas têm informação sobre esses primeiros cuidados após um traumatismo”, diz Poi.
O trabalho realizado no Cefam, instituição que forma professores de pré-escola e primeiro grau que, além de multiplicadores de informação, trabalharão com a faixa etária de maior incidência de dentes avulsionados, a de crianças de 7 a 10 anos, foi desenvolvido em três etapas. Na pré-avaliação, os participantes responderam a um questionário para testar seus conhecimentos sobre traumatismos dentários e para contar sobre suas experiências com traumas bucais. “Na segunda etapa, foi proferida uma palestra educativa sobre o tema, com nova aplicação do questionário”, aponta o docente.
A terceira consistiu em avaliar, seis meses depois das palestras iniciais, o conhecimento residual daqueles que foram orientados pela equipe. “A primeira mostrou que apenas 16% das providências apontadas pelos participantes favoreciam o sucesso do reimplante, enquanto nas fases seguintes, 98% e 85%, respectivamente, foram consideradas condutas corretas”, diz o docente da FO. “Isso mostra como o processo de difusão dos primeiros cuidados é importante”, conclui Poi.


Tipos de lesão
Conservação do dente é primordial

Os traumatismos dentários podem ser de vários tipos. Há aqueles em que ocorre apenas fratura da coroa, ou seja, da parte visível do dente. “Nesse tipo de ocorrência é necessária apenas a restauração com resina composta (material restaurador estético), a colagem do fragmento dentário fraturado ou, em casos de maior destruição, restaurações com uma prótese”, explica o docente.
Podem ocorrer, também, injúrias sobre os tecidos de sustentação do dente, provocando alterações que variam de uma lesão leve (concussão) até o deslocamento do dente para o interior do seu alvéolo (intrusão) e fraturas do rebordo alveolar (tecido ósseo que sustenta os dentes em posição).
Já quando ocorre uma avulsão, deve-se recorrer a um reimplante dentário (reposicionamento do elemento avulsionado no seu local de origem). Ele pode ser realizado de maneira rápida ou tardia. Para o reimplante imediato, é necessário lavar o dente com soro fisiológico e reposicioná-lo rapidamente. “A maioria dos especialistas concorda que o reimplante é considerado imediato até 30 minutos após o trauma. Há, no entanto, a possibilidade de prolongar este tempo se o dente for conservado de maneira correta”, diz o docente.
Segundo Poi, para que o reimplante tenha sucesso, o ideal é que o dente seja conservado em meio líquido, sendo o leite o mais adequado, pois além de manter o tecido umedecido, tem nutrientes que ajudam a preservar a vitalidade do ligamento periodontal. “Depois do leite, os melhores líquidos são o soro fisiológico, a saliva e, por último, a água”, enumera.

Fonte : unesp

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Quem sou eu

Joinville, Santa Catarina, Brazil
Por Ricardo Toscano, Cirurgião-Dentista graduado pela Unifal, especialista em odontologia do trabalho pela UFSC, mestre em odontologia area de concentraçao em implantodontia cirurgica/protetica pelo Instituto latino Americano de Pesquisa e Ensino Odontologico,reabilitador oral clinico. Responsável técnico pelo Instituto Odontologico Toscano. Notícias,ferramentas e artigos na área de Reabilitação Oral com ênfase na interdisciplinaridade e multidisciplinaridade.